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21 de dezembro de 2018

Só um milagre faria o Brasil atender à meta de saneamento básico proposta pela ONU


Segunda aula do curso de extensão UM BRASIL Sustentável: visões, desafios e direções fala sobre as políticas de saneamento básico e resíduos sólidos

O Brasil precisaria de um “milagre” para conseguir atender ao item de número 6 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que assegura a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Lançado em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), os 17 objetivos tratam de uma agenda de sustentabilidade adotada por países-membros para ser cumprida até 2030.

As políticas de saneamento básico e resíduos sólidos foram discutidas na segunda aula do curso de extensão UM BRASIL Sustentável: visões, desafios e direções, desenvolvido pelo canal em parceria com a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) e o Programa de Mestrado em Análise Ambiental Integrada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Exceto o Distrito Federal, nenhuma unidade da Federação trata mais de 70% dos esgotos. Se continuarmos no mesmo ritmo de investimento e evolução de indicadores de água e esgotamento sanitário, não cumpriremos a meta proposta pela ONU”, afirma o coordenador de comunicação do Instituto Trata Brasil, Rubens Filho. O encontro teve como mediador o coordenador pedagógico do curso e professor do curso de Ciências Ambientais da Unifesp, Dr. Zysman Neiman, e também contou com a participação da professora do Instituto das Cidades da mesma instituição, Jaqueline Bória Fernandez.

O saneamento básico é um conjunto de quatro serviços composto por abastecimento de água, coleta e tratamento dos esgotos, resíduos sólidos urbanos e drenagem da água da chuva. Na visão da professora Jaqueline, cada um deles pode ser considerado um universo em virtude da complexidade e realidades encontradas no País. Embora as demandas sejam distintas em cada serviço, o retrato da situação atual dos resíduos sólidos é bem parecido com o do saneamento.

“Infelizmente, no segmento de resíduos sólidos não é diferente [do que ocorre com o saneamento básico]. Chama a atenção, pois metade dos municípios brasileiros ainda dispõe os resíduos de forma inadequada ou em lixões ou em aterros controlados”, destaca a professora.

Jaqueline defende a hierarquização dos resíduos sólidos, sendo que a primeira ação deveria focar na redução da geração de resíduos, depois, no reúso, na reciclagem e em outras formas de tratamento. Assista à entrevista completa aqui.

 

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