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14 de maio de 2018

Parcela de famílias paulistanas que admitem que não terão condição de pagar as dívidas atinge 9,1% em abril


Segundo a FecomercioSP, é o terceiro mês consecutivo que essa proporção aumenta e é a maior para um mês de abril, desde 2004

Em abril, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), registrou que 53,5% das famílias na cidade de São Paulo possuem alguma dívida, queda de 1,1 ponto porcentual (p.p.) em relação a março (54,6%). Contudo, está 0,6 p.p. acima do apresentado no mesmo mês do ano passado (52,9%). Em termos absolutos, são 2,08 milhões de famílias paulistanas endividadas, 38,4 mil a mais do que há um ano. Desse total, 9,1% admitem que não terão condições de pagar as dívidas e ficarão inadimplentes, a maior proporção para um mês de abril desde 2004.

A taxa de inadimplência – famílias que não conseguiram quitar suas dívidas na data do vencimento – ficou tecnicamente estável, passando de 19,3% em março para 19,4% em abril, o que significa que 754,5 mil famílias estão nessa situação. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, há um ano, o porcentual era de 18,7%, ou seja, houve um acréscimo de 33,1 mil famílias inadimplentes nesse período. A parte mais significativa do atraso (50,7%) é de um período superior a 90 dias. E 24,9% estão com tempo de pagamento de curto prazo, de até 30 dias.

Na análise por faixa de renda, o grupo de famílias com renda de até dez salários mínimos têm maiores taxas. Em abril, destacou-se na proporção de famílias que admitiram não ter condições de pagar as dívidas, com 11,2%, a maior da série histórica, iniciada em 2010. Para a faixa acima de dez salários mínimos, houve crescimento, mas ainda está mais baixo (3,9%).

Pelo terceiro mês consecutivo, houve redução na proporção de endividados no cartão de crédito. Em abril, o porcentual passou de 73,7% em março para os 72,9% em abril, e ficou acima dos 71,5% no mesmo mês de 2017. Os carnês ficaram na segunda posição entre as modalidades mais utilizadas pelos consumidores, com 13%, 1,3 p.p. abaixo do valor apresentado no mês anterior e 0,7 p.p. dos observados há um ano. Na sequência, veio o financiamento de carro, com 11,5%. Confira a matéria completa aqui.

 

 

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