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5 de setembro de 2018

Faturamento do varejo paulista sobe, mas setor pode ser afetado pela tendência de alta do dólar e seus efeitos sobre a inflação


FecomercioSP recomenda que setor tome cuidado com a possível diminuição do poder de compra dos consumidores no segundo semestre de 2018

As vendas do varejo no Estado de São Paulo podem ser afetadas pela tendência de alta do dólar, que eleva a inflação e diminui o poder de compra dos consumidores. O aumento imediato nos preços dos itens importados tem como pano de fundo o cenário eleitoral. Isso porque os investidores, principalmente os estrangeiros, ficam inseguros quanto às políticas econômicas do próximo governo e deixam de investir na economia brasileira.

Entre as saídas apresentadas pela assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ao varejo estão o gerenciamento cauteloso do capital de giro (ativo circulante da empresa para arcar com as despesas e os custos fixos e variáveis), o não endividamento e muito cuidado com dos estoques elevados. As medidas devem ser aplicadas no segundo semestre de 2018 para que o varejo continue com os resultados positivos, como tem apresentado neste ano.

No primeiro semestre, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) mostrou que a variação acumulada nas vendas do setor no Estado foi de 5,7%, o que representa um faturamento R$ 17,3 bilhões superior ao obtido no período de janeiro a junho do ano passado.

Somente em junho de 2018, o faturamento real foi de R$ 53,6 bilhões, crescimento de 3,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Considerando a série histórica a partir de 2008, foi o segundo maior resultado do varejo paulista para um mês de junho e o maior desde 2013.

Das nove atividades pesquisadas, sete apontaram aumento em seu faturamento real no mês, sendo elas: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (10,5%); lojas de móveis e decoração (9,5%); materiais de construção (8,6%); outras atividades (6,1%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (4,9%); supermercados (2,1%); e farmácias e perfumarias (1,5%). Essas altas contribuíram para o resultado geral, com 3,9 pontos porcentuais. O único grupo a sofrer retração foi o de concessionárias de veículos (-3,9%), enquanto autopeças e acessórios manteve estabilidade (0%). Confira a matéria completa aqui.

 

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