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28 de agosto de 2017

“Em nome de direitos sociais, estamos condenando o País a uma situação de verdadeira tragédia”, afirma Fabio Giambiagi


Especialista em finanças públicas e Previdência Social fala ao UM BRASIL sobre fatores que tornam o regime de aposentadorias fiscalmente insustentável

Quando o assunto é a Reforma da Previdência Social, continuamos raciocinando politicamente com a mesma lógica de anos atrás, segundo análise do economista e especialista em contas públicas Fabio Giambiagi. Em entrevista ao UM BRASIL, ele afirma que seguimos estudando até quando é possível adiar tais mudanças, muitas vezes por motivos políticos, em vez de considerar seu real valor. “Chegamos nessa situação dramática por causa das protelações sucessivas.”

Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com passagem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Ministério do Planejamento, Giambiagi é especialista também em Previdência Social, tema sobre o qual já organizou 25 livros.

“Do ponto de vista do País, temos uma tragédia: as pessoas se aposentam no Brasil em idades consideradas socialmente indecentes”, defende o especialista. “Quando uma pessoa se aposenta aos 52 anos, ela está tirando recursos de outra pessoa, da saúde e da educação.”

Para ele, as regras de aposentadoria já são tradições profundamente enraizadas na sociedade e, por isso, demoram a serem transformadas. “Ninguém gosta de trabalhar mais e se aposentar mais tarde, mas, quando você coloca as coisas de uma forma clara e pedagógica, as pessoas vão para casa com a semente da dúvida. Aos poucos, percebem que se aposentar com seus salários não é mais possível.”

Segundo ele, problemas atuais e próximos, como a crise das aposentadorias em países como Grécia, Espanha e Portugal, e a conjuntura estadual do Rio de Janeiro, ajudam o cidadão a compreender a urgência da questão. Confira a entrevista na íntegra aqui.

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