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1 de novembro de 2018

Banco Central mantém Selic em 6,5%, em consonância com as incertezas políticas, avalia FecomercioSP


Banco Central mantém Selic em 6,5%, em consonância com as incertezas políticas, avalia FecomercioSP

O Banco Central (BC) manteve, mais uma vez, a Selic em 6,5%. A taxa está nesse patamar desde o fim do ciclo de quedas, em março. Essa medida está em consonância com as incertezas eleitorais, que começam a ser dissipadas neste mês, avalia a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com a Entidade, entretanto, ainda é tudo muito recente, e o Banco Central não tem condições de avaliar com precisão quais são os direcionamentos da futura equipe econômica. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), agora projetado, elevou-se um pouco acima da casa dos 4%, em razão do aumento do preço de alimentos em junho e julho, e da pressão cambial mais recente.

Para a Federação, não há indícios de fortes pressões adicionais no curto prazo, tampouco necessidade de retomar o ciclo de alta de juros. No entanto, entende que o Banco Central não quer ousar demais diante das incertezas e reduzir a Selic abaixo dos atuais 6,5%.

Combinada com as expectativas de inflação (IPCA), a taxa de juros real deste ano pode fechar próxima ao patamar de 2% a 2,5%, relativamente baixa para padrões brasileiros, mas que não geram riscos à meta de inflação por enquanto. Para a FecomercioSP, talvez o Banco Central possa tomar uma decisão mais ousada na última reunião deste ano se pelo menos duas coisas acontecerem: clareza do que será feito na política econômica e indicadores de inflação voltarem a ceder entre outubro e novembro para que as projeções para 2018 e 2019 fiquem mais perto de 4% do que de 4,5%. Confira a matéria completa aqui.

 

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