Institucional

Base de representação


Boracéia

Dados gerais

Distância da capital: 337 Km

Padroeiro(a): Nossa Senhora Aparecida
Fundação: 1959

Classificação:
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Boraceiense

Área: 113 km2
Altitude: 785 m mm
Latitude: 23º21’35
Longitude: 46º44’24

Histórico

Boracéia – na língua indígena também é dita Moracéia ou Poracéia, com o significado de “reunião de gente” e, por extensão, “festa”. Não deve ser confundida com a palavra “poracé” (que consta do Aurélio), “moracé” ou “boracé”, que é uma dança religiosa ao som do maracá, tambor ou flauta, com largo consumo de bebidas fermentadas e muito tabaco.

Nesse caso, o significado é: “clamor” ou “canto de gente”.

Boracéia surgiu por iniciativa de Eugênio Burjato, italiano, de Revigo. Como todo europeu quando imigrava para o Brasil, tinha em sua mente, vir para as terras brasileiras, pois lhe informavam que eram dadivosas e sumamente produtivas, trabalhar por determinado tempo fazer fortunas e regressar para sua Pátria. Entretanto, dos que vieram, porcentagem mínima voltou. Preferiram ficar, dado o acolhimento que aqui tiveram, construíram nova pátria, tornaram-se brasileiros por adoção, seguindo essa tradição, veio Eugênio Burjato, em 1895.

Em 1.916, depois de ganhar algum dinheiro na lavoura, adquiriu uma área de um alqueire e meio de terras de Joaquim Francisco de Oliveira, gleba essa pertencendo a Fazenda Floresta, onde hoje se encontra o patrimônio da cidade. A principio se dedicou a lavoura, posteriormente instalou maquina de arroz, olaria de tijolos, casa comercial, construiu uma Capela e outras atividades que iam aparecendo, criaram ambiente para que fosse constituído em distrito, pois inclusive já havia sido feito loteamento com abertura de ruas e praças.

Nesse trabalho e pelo fato do povoado já estar em ritmo respeitável de progresso, Eugênio Burjato, coadjuvado por Amaro José Veríssimo e outros conseguiram a criação do distrito e depois, com luta das famílias Sgavioli, Freitas Pereira e demais elevaram o município.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Por decreto – Lei 9.073, de 31 de março de 1.938, foi criado o Distrito de Floresta (então Fazenda Floresta), ficando pertencendo ao município e Comarca de Pederneiras.
Pelo Decreto Estadual nº. 9.775, de 30 de Novembro de 1.938, que fixou o quadro territorial vigente no qüinqüênio de 1.939-1.943, o distrito de Floresta passou a pertencer ao município de Itapuí, Comarca de Jaú, com a mudança de denominação para Boracéia.
Na divisão territorial a vigorar no período de 1.959 a 1.963, que foi feito pela Lei 5.285, de 18/02/1959, foi elevado a categoria de Município, desmembrando assim, parte do território de Itapuí, continuando pertencendo a Comarca de Jaú.
Em 16/06/1.982, Boracéia foi transferido para o território da Comarca de Pederneiras.
DATA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

A emancipação política de Boracéia deu-se no dia 18 de fevereiro do ano de 1959.

Mais informações acesse:

http://www.boraceia.sp.gov.br/cidade.php

Mineiros do Tietê

Dados Gerais
Distância da capital: 296 Km

Padroeiro(a): Senhor Bom Jesus
Fundação: 1898

Classificação:
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Mineirense

Área: 198 km2
Altitude: 750 m mm
Latitude: 23º31’20
Longitude: 46º11’52
Histórico do Município

O município é administrado hoje pelo prefeito JOÃO SANCHEZ e pela vice-prefeita APARECIDA ROSELENE ROSSI. 
Tem como presidente da Câmara Municipal o senhor LUIZ CARLOS IGNÁCIO. Conta aproximadamente com 13.000 habitantes, sendo a maior parte residente na zona urbana.

O povoamento da região banhada pelo Ribeirão São João e Córrego do Pascoal, iniciou-se em meados do século XIX, quando aí chegaram algumas famílias provenientes de Minas Gerais, como os Corrêa de Mello, Dutra Lopes, os Gomes e Alves Pereira.

Por volta de 1875, um dos moradores do “Bairro dos Mineiros”- como ficou conhecido, tendo em vista a origem dos povoadores – Vicente Valério dos Santos, doou uma parte de suas terras para constituição de um patrimônio, ergueu uma capela em louvor de Santa Cruz, em torno da qual foram construídas casas entre elas, José Venâncio de Azevedo estabeleceu o seu comércio, seguido pelo imigrante italiano, Garibaldi de Luna, que, além de sua loja de tecidos, dava aulas de música, sendo fundador de banda local.

Dois fatos contribuíram para o progresso do povoado, a chegada da Estrada de Ferro Rio Claro, mais tarde comprada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a vinda de outro imigrante italiano, Salvador Vinaglia, que adquirindo gleba, loteou-a em chácaras, atraindo novos habitantes.

Em janeiro de 1891 a antiga Capela de Mineiros, teve criado o Distrito de Paz, no Município de Dois Córregos. Teve a denominação reduzida para Mineiros, em 1899, alterado para Mineiros do Tietê (o rio do mesmo nome banha o sul de seu território), em 1944.
Mais informações:
http://www.mineirosdotiete.sp.gov.br/

Itapuí

Por volta de 1889, nas terras da fazenda Ribeirão do Saltinho, pertencente a Antônio Joaquim da Fonseca, seu filho José Antônio da Silva Fonseca doou uma área do patrimônio, onde construiu uma pequena capela, sob a invocação de Santo Antônio.

Ao redor da capela fixaram-se outros moradores, formando o povoado de Bica da Pedra. Cinco anos depois foi instalado aí, um Distrito de Paz. Desmembrou-se de Jaú ao qual pertencia, em 1913, quando foi elevado a Município.

A denominação de Bica da Pedra, dada à Fazenda ( que assim passou a chamar-se) e, por extensão, à povoação, originou-se em razão de correr próximo a localidade, um pequeno curso de água, nascente de uma bica, numa formação de pequenas pedras.

Com a reforma toponímica de 1938, a denominação foi alterada para Itapuí, de origem tupi-guarani, composto por ” itá-pu-y,” significando água que jorra da pedra.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Bica da Pedra, por Lei no 464, de 05 de dezembro de 1896, no Município de Jaú.
Cidade por Lei Estadual nº 1038, de 19 de dezembro de 1906.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no Município de Jaú o Distrito de Bica da Pedra.
Elevado a categoria de vila com a denominação de Bica da pedra por Lei no 1383, de 11 de setembro de 1913, desmembrado de Jaú. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 02 de janeiro de 1914.
Em divisào administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Bica da Pedra compõe-se do Distrito Sede. estando o Município e o Distrito grafados “Bica da Pedra”.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao decreto-Lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Itapuí oertence ao têrmo judiciário de Jaú, da comarca de de Jaú, e se compõe do Distrito Sede.
Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, o Município de Bica da Pedra, é têrmo e comarca de Jaú, passou a denominar-se Itapuí.
Pelo referido Decreto Estadual o Município de Itapuí adquiriu, mas desfalcado de parte do território, o Distrito de Floresta, do Município Pederneiras.
Em 1939-1943, o Município de Itapuí é composto dos Distritos de Itapuí e Floresta, e pertence ao termo de Jaú, da comarca de Jaú.
Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Itapuí ficou composto dos Distritos de Itapuí e Boracéia (Ex-Floresta) e pertence ao termo e comarca de Jaú.
Assim permanece o quadro territorial que fixou a Lei nº 2456, de 30-XII-1953, para vigorar em 1954-1958.
Lei Estadual no 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Itapuí o Distrito de Boraceía.
Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

ALTERAÇÕES TOPONÍMICAS MUNICIPAIS

Bica de Pedra para Itapuí, teve sua denominação alterada por força do Decreto-Lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938.

GENTÍLICO: ITAPUIENSE

Informações site: www.itapui.sp.gov.br

Jaú

Dados gerais

Distância da capital: 269 Km

Padroeiro(a): Nossa Senhora do Patrocínio
Fundação: 1889

Classificação:
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Jauense

Área: 687 km2
Altitude: 790 m mm
Latitude: 23º29’12
Longitude: 46º20’45

A Cidade

Com uma população de 131,040 mil habitantes, Jaú localiza-se na região central do Estado, a 296 km da capital. Num raio de 200 km, pode-se atingir diversas cidades que são referência econômica em suas respectivas regiões, como Campinas, Ribeirão Preto, Araraquara, Bauru, Rio Claro e São Carlos.
O município é servido por rodovias estaduais e municipais. As estradas de acesso ao município são: SP-225, que liga a Brotas, Itirapina (Rodovia Washington Luis), Bauru e Marília; SP-255, que liga a Bocaina, Araraquara, Barra Bonita e São Manuel; SP-304, que liga a Bariri e Santa Maria da Serra. Possui aeroporto particular, do Grupo Camargo Correa, e está distante 55 km do aeroporto de Bauru, 65 km de Araraquara, 160 km de Ribeirão Preto e 204 km de Viracopos/Campinas. Do porto de Santos está a 395 km.
O Município é banhado pelo rio Tietê e beneficia-se da Hidrovia Tietê-Paraná através do transporte intermodal hidro-ferro-rodoviário. Jaú foi uma das cidades pioneiras no transporte de cana de açucar, em chatas.Com um solo excelente para atividades agrícolas, a terra predominante no município é de Latosol roxo, com textura argilosa e muito profunda.
O clima tropical e precipitação pluviométrica anual entre 1.200mm e 1.500mm favorecem a exploração das culturas de cana-de-açúcar, café, frutas e algodão.As principais atividades econômicas são representadas pela indústria calçadista e pela agroindústria canavieira.
A canavicultura ocupa posição de destaque, alçando a região entre as grandes produtoras de açúcar e álcool do Estado de São Paulo.Segundo a Revista Exame, ocupou, em 2001, a 59ª posição entre as 100 melhores cidades brasileiras para se fazer negócios.
O amplo comércio, o setor de serviços e a rede bancária de Jaú são referência regional. As ruas do município são 100% pavimentadas e iluminadas. O transporte coletivo chega a todos os lugares. 100% das residências são abastecidas com água tratada e 100% tem o esgoto coletado e tratado.
Os postos de saúde, hospitais e ambulatórios com várias especialidades médicas equipados com Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que garantem o atendimento às necessidades de saúde da população. A Prefeitura Municipal é a responsável pela manutenção dos serviços públicos e pela dotação da infra-estrutura nos setores de transporte, saúde, educação e demais áreas da administração pública.
Os recursos arrecadados através de impostos, taxas e tributos, além dos repasses dos governos estadual e federal. Compõem o orçamento municipal e são investidos na promoção social e no desenvolvimento da cidade.

Mais informações sobre a cidade:

http://www.jau.sp.gov.br/

Dois Córregos

Dados Gerais
Distância da capital: 288 Km

Padroeiro(a): Divino Espírito Santo
Fundação: 1874

Classificação:
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Doiscorreguense

Área: 599 km2
Altitude: 800 m mm
Latitude: 23º41’10
Longitude: 46º37’25

Histórico

A cidade

A Expedição de José Alves Mira
José Alves Mira nasceu em 1808, natural de Campanha, em Minas Gerais, de onde saiu com seu seu pequeno comboio de Ouro Fino em direção ao centro-oeste de São Paulo em busca de novas terras.
Junto com ele, veio seu irmão Luiz Mira e seu filho mais velho, João Alves de Mira e Mello. Com ele veio seu irmão Luiz de Mira e seu filho mais velho João Alves de Mira e Mello. Traziam mantimentos, principalmente, sal e toucinho, além das ferramentas e as armas para proteção pessoal. Um aspecto curioso desses comboios é que havia burros com dois enormes jacás presos em seus lombos, aonde vinham às crianças e os idosos.
José Alves Mira chegou ao distrito de Brotas por volta de 1846. Nessa época os comboios já contavam com trilhas batidas para caminhar. Os mapas indicavam o planalto ocidental paulista em grande parte, como “zona desconhecida”, quando sequer Bauru existia. Desse modo, José Alves Mira sabia que aqui teria terras disponíveis e certamente chegou informado sobre as condições da região. Passando pelo povoado de Brotas, seguiu até atingir as terras da Queixada, um dos bairros do futuro município de Dois Córregos, instalando-se nas imediações.
As condições de vida da região e a fundação da capela de “Dois Córregos”
Sendo os primeiros habitantes de nossa região provenientes do Sul de minas, podemos afirmar que os costumes mineiros prevaleciam. Desse modo, a criação de gado, gênero suíno e a fabricação de queijo eram atividades indispensáveis, sem contar a plantação de arroz, feijão, café, fumo, milho e algodão.
As mulheres, desde meninas, tinham de aprender a manejar o tear, não apenas na preparação do enxoval, mas para vestir os membros da família. Colhia-se o algodão para que a roupa fosse feita, a coloração era dada a partir da tinta anil vinda dos distantes centros de comércio, das sementes vermelhas do urucum à disposição, além do branco natural, quase sempre alvejado com a utilização do anil em contato com a água. Mas se a circunstância exigisse a cor preta do luto, o próprio carvão vegetal solucionaria o problema.
A chegada de novos comboios (mineiros em busca das terras periféricas) e o conseqüente aumento da população tornou necessário a construção de uma capela, principalmente porque a capela de Brotas ficava muito distante, tendo nada menos que o rio Jacaré – Pepira e a serra de Brotas como obstáculo. Conforme depoimentos, José Alves Mira soltou um carro de boi carregado de madeiras, na descida da estrada do Prata, acima da margem direita do rio do Quinca, com a condição de construir a capela no local onde o carro de boi parasse. O carro de boi parou atrás do local onde hoje se ergue a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. E em 4 de Fevereiro de 1856 foi inaugurada a capela, feita de barro e coberta de sapé. Foram, depois, esquadrados os quarteirões para o início da povoação urbana.
Em 1856 José Alves Mira e Mariano Lopes, proprietários da Fazenda Rio do Peixe, resolveram doar vinte alqueires de terra da mencionada fazenda sob a invocação de Divino Espírito Santo, onde se constituiria no local a cidade de Dois Córregos.
Elevação à freguesia
De acordo com o Almanaque editado pela Tipografia Americana, de São Paulo, em 1873, “A Freguesia dos Dois Córregos” pertence ao município de Brotas. Foi criada a freguesia em 28 de Março de 1865. Distante 255,5 quilômetros da capital do estado; 22,2 quilômetros de Brotas; 72,2 quilômetros de Araraquara; 33,3 quilômetros de Belém do Descalvado; 22,2 quilômetros de Jaú e 27,7 quilômetros de Jaboticabal.
Através dessa Lei nº. 29, de 28 de Março de 1865, de que fala o Almanaque, “Dois Córregos” passou a Distrito de Paz, sujeito ao Distrito de Paz de Brotas, onde era a sede do município, ambos sob a jurisdição da comarca de São João do Rio Claro.
A paróquia de “Dois Córregos” foi reconhecida canonicamente em 14 de Dezembro de 1866 e o primeiro vigário foi o padre Celestino de Alcântara Pacheco. Com sua chegada, ficou constituído o Curato, e este padre permaneceu no posto até 26 de julho de 1868.
Navegação comercial dos rios Tietê e Piracicaba
Nessa época de Freguesia, teve início a navegação comercial dos rios Tietê e Piracicaba. Com o passar do tempo, Dois Córregos chegou a ter três portos em funcionamento, sendo dois no Tietê e um no Piracicaba. A empresa autorizada a explorar esse trecho foi a Companhia Fluvial Paulista, através do Decreto Imperial nº. 5.405, de 17 de setembro de 1873. Em 1886 a Companhia Ytuana comprou os direitos da Companhia Fluvial Paulista, bem como todos os bens e imóveis da mesma. No ano de 1905 expirou o contrato de exploração, quando os interesses da navegação já haviam terminados, devido à chegada da estrada de ferro.
Elevação a Município
Através do Decreto Providencial nº. 43, no artigo referente a Dois Córregos: -Artigo 2º. “Fica Igualmente elevada á categoria de Vila a freguesia dos Dois Córregos, município de Brotas”. Por meio dessa lei, Dois Córregos foi considerado município desmembrado do de Brotas, ficando sob a jurisdição da cidade de Rio Claro. Essa elevação permitiu a Dois Córregos ter um Juiz Municipal, Delegado de Polícia e Câmara Municipal.
A Chegada da estrada de ferro e o primeiro jornal
A estação de Dois Córregos, construída pela Companhia Rio Claro, foi inaugurada em 7 de setembro de 1886, com seu prédio iniciando, na hoje, Av. Joaquim Pereira. Esse prédio prolongava-se até a atual estação, sendo que esta foi construída pela Companhia Paulista, em 1912.
Com a chegada dos trilhos, a navegação comercial através do rio Tietê foi praticamente abandonada, abrindo-se então intercâmbios mais freqüentes com os municípios vizinhos servidos pela via férrea e com a própria capital. Os trens tinham máquina a vapor, movidas pelo carvão mineral importado da Inglaterra. Uma viagem até São Paulo demorava cerca de 11 horas. A estrada de ferro propiciou a fundação do primeiro jornal da cidade em 1886, que se chamava “O correio de Dois Córregos”.
Os italianos em Dois Córregos
A inauguração da estrada de ferro e a conseqüente expansão da lavoura do café provocaram uma grande afluência de colonos de origem italiana. A presença desses imigrantes exerceria grande influência no sotaque do povo da região e em suas formas de expressão corporal.
Devido ao grande número de italianos presentes nessa região, acabou se instalando em Dois Córregos a Agência Consular da Itália, dando origem, mais tarde, ao único clube social a reunir imigrantes e seus descendentes, na história de Dois Córregos, a “Sociedade Italiana de Mútuos Socorros XX de Setembro”. Foi fundada em de 22 de janeiro de 1900 com sua sede localizada na Av. D. Pedro I, nº. 339, onde hoje está o Clube Recreativo.
Iluminação Pública
Na sessão da Câmara Municipal de 30 de Maio de 1889 foram apresentadas três propostas para a iluminação pública, sendo que a proposta vencedora foi a do italiano Paulo Mantini Paulini.
Com a instalação dos postes, durante o anoitecer, o zelador passava a cavalo acendendo os lampiões. Nove anos depois Dois Córregos já possuía 72 combustores e essa iluminação á querosene seria utilizado até 18 de agosto de 1907, quando então foi inaugurado o sistema de iluminação de acetileno (lampiões a gás). A energia elétrica somente viria em 2 de abril de 1911.
A Igreja de São Benedito
A capela foi construída com simplicidade em 29 de maio de 1927. A igreja de São Benedito, como a conhecemos atualmente, só seria construída em 1932, no mesmo local onde se erguia a capela pela Irmandade de São Benedito. Os festejos comemorativos da inauguração da igreja, em 24 de Abril de 1932, contaram com a presença do bispo Dom José Marcondes Homem de Mello, que aproveitou e foi a Mineiros do Tietê, onde era reconstruída, de alvenaria, a Igreja matriz daquele município.
Capela de São Benedito em Dois Córregos – SP. Construção realizada na gestão do Pe. Eloy Tutor del Pozo, 1919
Retrato do fim do século XIX e início do XX
Até o ano de 1888 as ruas da cidade não tinham nome oficial. Somente em sessão na Câmara realizada em 3 de abril daquele ano tal situação foi modificada, como por exemplo, a nomeação da Rua do Comércio, hoje, Rua 15 de Novembro.
O cavalo era o único meio de individual de transporte à disposição, por isso todos os bares e empórios tinham em frente pelo menos um palanque para as montarias serem amarradas.
Um fato triste que se vem a notar é que os rios possuíam um volume de água bem maior que o que se encontra hoje. O Ribeirão do Peixe, por exemplo, era profundo e tinha uma grande abundância de peixes, mas infelizmente o desmatamento paulatino de sua cabeceira e margens, ocorrido durante o século XX, provocou o assoreamento de seu leito.
Mas Dois Córregos, nessa última década do século XIX, era considerada uma das cidades mais promissoras do Leste Paulista. Foi quando surgiu o jornal “O Combate”, fundado em 9 de Maio de 1897. A redação e escritório do jornal ficavam em uma das esquinas da atual Rua 13 de Maio com a Av. Fernando Costa. Essa foi talvez a época áurea do jornalismo doiscorreguense, pois a impressa tipográfica do município jamais conseguiria, em outras épocas, o apuro técnico de “O Combate”, cujos exemplares pareciam aspirar obras de arte.
Sendo vendido nas cidades vizinhas, bem como na capital do estado. Tem-se notícia de que em Rio Claro, seus exemplares se esgotavam rapidamente. Deduz-se que esse jornal era impresso usando-se a oficina desativada do extinto jornal “Dois Córregos”.
Durante a epidemia de febre amarela, em 1896 e 1897, os cofres municipais estavam esgotados, mesmo assim houve a construção do chiqueiro de porcos no matadouro de Mineiros. Com a ajuda de Dois Córregos, Mineiros conseguiu sua emancipação e, em 1898 já havia se tornado um município; com isso, foi feito um recenseamento em Dois Córregos, foi descoberta uma triste marca: apenas 1823 pessoas alfabetizadas na população de 8985 habitantes. A educação passaria a ser uma preocupação prioritária, para que em 1902, fosse decretado o ensino obrigatório no município. Dois Córregos a primeira cidade do interior a ter uma escola maternal. Nesse mesmo ano teve início um curso noturno para alfabetização de adultos.
A primeira sessão de cinema ocorreu em 25 de setembro de 1902. Nesse mesmo ano o Dr. Horácio Sodré e Luiz Teixeira de Almeida Barros conseguiram uma licença para o estabelecimento de uma linha telefônica ligando os municípios de Dois Córregos, Jaú, Bariri, São João da Bocaina e Pederneiras.
O Grupo Escolar foi inaugurado em 3 de abril de 1910. No mesmo ano, Dois Córregos pode contar com o serviço de água e esgoto, muito embora a qualidade da água não fosse boa e a figura do agüeiro tivesse de permanecer durante muitos anos, vendendo água de mina às famílias.
A Santa Casa de Misericórdia foi fundada em 25 de setembro de 1911. As obras da atual estação ferroviária terminaram em 1912, sendo uma cópia fiel da estação de Marselha, na França.
Em 21 de julho de 1929 foi franqueada a primeira biblioteca pública de Dois Córregos, que funcionava no prédio do Grupo Escolar Francisco Simões.
O Ginásio Estadual, oferecendo um curso escolar de 2º grau, foi fundado em 29 de maio de 1946, inicialmente localizado na atual prefeitura, e depois transferido para o prédio que funciona até hoje.

Mais informações acesse:
http://pmdoiscorregos.conexaosegura.net/

Igaraçu do Tietê

A população total do Município é de 23.370 habitantes de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2010).
Sua Área é de 104 km² representando 0.0386 % do Estado. 0,0105% da Região e 0.0011% de todo o território Brasileiro.
Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.77

Distância da capital: 296 Km

Padroeiro(a): São Joaquim
Fundação: 1953

Classificação: Estância Turística
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Igaraçuense

Área: 90 km2
Altitude: 759 m mm
Latitude: 23º28’12’ S
Longitude: 46º31’35

Área Territorial: 104 km²
Ano de Instalação: 1953
Microrregião: Jaú
Mesorregião: Bauru
Altitude da Sede: 561 m
Distância à Capital: 295,00 Km
Estância Turística desde: 1994

Histórico
A cidade de Igaraçu do Tietê primeiramente foi chamada de Vila São Joaquim, em virtude da capela construída em 1926, em homenagem ao padroeiro, de mesmo nome.
A vila foi fundada em 19 de outubro de 1903, logo após a doação de terras feita pelo Coronel Joaquim Ribeiro. A região foi mantida como parte integrante do município e da Comarca de São Manuel até 1938. Pelo Decreto Lei nº 9975, de 30 de novembro do mesmo ano, o município de Igaraçu do Tietê constituiu-se na 2ª Zona Industrial de Barra Bonita.
Este título seria alterado para 2º Subdistrito do Município de Barra Bonita em 30 de dezembro de 1943, através da Lei nº 24364. Finalmente, em 30 de dezembro de 1953, pela Lei nº 2456, votada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Igaraçu do Tietê conquistou sua emancipação político-administrativa.
A cidade se tornou Estância Turística no ano de 1994. Desde então os potênciais turísticos de Igaraçu do Tietê passaram a ser explorados por centenas de pessoas que passam hora sagradáveis desfrutando das maravilhas naturais, oferecidas principalmente pelo Rio Tietê que margeia o município.

Mais informações:
http://www.igaracudotiete.sp.gov.br/historico/

Bariri

Bariri possui uma área territorial de 441,7 km2 e está localizada na região central do Estado. A população, segundo Censo realizado em 2.010, é de 31.603 habitantes .

Distância da capital: 321 Km

Padroeiro(a): Nossa Senhora das Dores
Fundação: 1890

Classificação:
Região Administrativa: Bauru
Região de Governo: Jaú

Adjetivo Gentílico: Baririense

Confira alguns dados sobre o município:

Área: 444 km2

DISTÂNCIA DA CAPITAL: 330 Km
LATITUDE: 22º04´28 S
LONGITUDE: 48º44´25 W
ALTITUDE: 477 mts
CLIMA: Subtropical
TOPOGRAFIA: Levemente Ondulado
HIDROGRAFIA: O município é banhado pelos rios Tietê e Jacaré Pepira e cortado por diversos córregos e ribeirões.

ACESSO RODOVIÁRIO:
SP 304 – Rod. Leônidas Pacheco
SP 261 – Rod. Braz Fortunato

ATIVIDADES ECONÔMICAS:
Agropecuária, Indústria, Comércio e Serviços

LIMITES E DISTÂNCIAS:
Jaú (35km), Bocaina (25km), Itapuí (20km), Itaju (14km), Boracéia (16km). OUTRAS CIDADES: Pederneiras (34km), Dois Córregos (59km), Barra Bonita (56km), Bauru (60km).

FERIADOS

Bariri possui dois feriados municipais fixados por Lei, o Dia do Município (16 de junho), data em que se comemora a emancipação político-administrativa da cidade, e o Dia da Padroeira do Município, Nossa Senhora das Dores (15 de setembro).

Além desses, são também feriados no município, fixados pela Lei Municipal n.º 1.700/86, de 25 de março de 1986, a Sexta-feira da Paixão e o dia de Corpus Christi. Os demais feriados são considerados pontos facultativos.

Mais Informações:

http://www.bariri.sp.gov.br/A%20cidade/12

Bocaina

Dados Gerais

A População Total do Município era de 9.442 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000).
Sua Área é de 364,04 km² representando 0.1467% do Estado, 0.0394% da Região e 0.0043% de todo o território brasileiro.

Seu IDH é de 0.807 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

Histórico

Os primeiros habitantes de Bocaina se fixaram na região na segunda metade do século XIX, fugidos de um surto de febre amarela nas áreas vizinhas, e formaram a antiga povoação do Arraial São João, que teve por fundadores o capitão Bento Bernardes Rangel e Luiz Valladão de Freitas.

O primeiro doador de terras para a formação do município foi José Inácio, que contou com o auxílio de seu sobrinho José Inácio Alvarenga. No início, a principal atividade da região era o plantio de café, de cereais e de algodão, mas com a queda dos preços do café introduziu-se o plantio da cana-de-açúcar que se espalhou por todo o município.

Seu desenvolvimento político-administrativo começou em 8 de julho de 1890, com a criação do distrito policial de São João da Bocaina e, em 28 de fevereiro de 1891, do distrito do município de Jaú. Em 23 de maio de 1891, adquiriu autonomia municipal e, em 30 de novembro de 1938, alterou sua denominação para Bocaina.

Mais informações:

www.bocaina.sp.gov.br

Barra Bonita

Dados gerais

A População Total do Município era de 35.487 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000).

Sua Área é de 150,18 km² representando 0.0605% do Estado,
0.0162% da Região e 0.0018% de todo o território brasileiro.
Seu IDH é de 0.82 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

Ano de Instalação: 1912
Microrregião: Jaú
Mesorregião: Bauru
Altitude da Sede: 457 m
Distância à Capital: 228.749Km
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD

Histórico

As águas traçaram o percurso inicial de nossa história. Esta região sempre recebeu grande fluxo de bandeirantes, desde o tempo das colonizações, graças às facilidades de navegação pelo rio Tietê. Assim como eles, o rio desbrava e invade o interior do Estado de São Paulo. Por volta de 1883 ou 1886 (a data oficial é bastante discutida), o povoado obteve a denominação de Barra Bonita, nome originário de um córrego que se situa, até os dias de hoje, no centro da cidade.
A vinda dos imigrantes italianos e espanhóis, trazidos pelo Coronel José de Salles Leme, o “Nhonhô Salles”, propiciou a formação de um ciclo de exploração comercial, dando início às derrubadas das matas, para o plantio de café e criação de gado. Neste período, foi instalada a Câmara Municipal (aos 8 de março de 1913) e Barra Bonita foi administrada pelo primeiro prefeito Sr. Major João Baptista Pompeu. Paralelamente ao plantio do café, surgiram as primeiras olarias, formando uma sólida fonte de renda para o povoado. As indústrias do barro proliferaram graças a facilidade de encontrar e abundância de argila na região ribeirinha. Cerca de 150 carros de boi faziam o transporte de telhas até Jaú, o centro comercial mais próximo, na época. Barra Bonita será eternamente grata ao ex-presidente da República, Manuel Ferraz de Campos Salles, pela construção e instalação da Ponte Campos Salles, que merecidamente leva seu nome. Com grande festa, foi inaugurada em 5 de março de 1915, criando um ágil elo de ligação às cidades de Igaraçu do Tietê e São Manuel.

Na década de 20, deste século, após a instalação da Estrada de Ferro Barra Bonita, o município apresentava boas perspectivas econômicas. Mas permaneceu em fase estacionária, até por volta de 1930. A partir de então, fatores de ordem financeira e administrativa criaram uma nova estrutura econômica, desencadeando um período de grande progresso.

Os resultados desse progresso eram sensíveis, na década de 40, com o surgimento de novas indústrias, ampliação do mercado imobiliário e um incentivo latente ao aparecimento de uma nova cultura: a cana-de-açúcar. A cidade conheceu suas principais melhorias públicas, até aquela data.

A agricultura passa a comandar um período de grande ânimo, caracterizado pelo aumento da demanda de mão-de-obra, que, num processo de crescimento, desenvolveu o comércio do município, em todos seus setores.

Hoje, mesmo com a predominância das atividades agrícolas canavieiras, a indústria se faz forte nas áreas de equipamentos eletro-eletrônicos, gêneros alimentícios e óleos essenciais.

O turismo, beneficiado com a paisagem natural e a interferência humana, caso da bela ponte Campos Salles e da eclusa da hidrelétrica da AES – antiga CESP, está em franco crescimento, atraindo principalmente o turista interessado em história e ecologia.