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Consumidores não endividados reduzem reservas em setembro e parecem mais propensos a consumir


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Índice de Segurança de Crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, registrou retração de 5,1% em setembro na comparação mensal (Arte: TUTU)

O cenário de endividamento dos paulistanos segue ainda pouco compreensível. Em setembro, o Índice de Intenção de Financiamento caiu 10,6%, passando dos 17,6 pontos em agosto para 15,7 pontos no mês atual, e 17,5% inferior na comparação com setembro de 2016, quando o indicador alcançou 19,1 pontos. A volatilidade do indicador nos últimos meses se deve ao baixo patamar de pessoas que se dizem dispostas a tomar crédito, que permeia as proporções de 7% a 10% dos entrevistados, de modo que grandes variações não significam efetivamente uma mudança forte de tendência para cima ou para baixo nesse período. O que se pode dizer efetivamente é que nos dois últimos anos foi muito baixa a intenção de tomar crédito, dado o quadro de elevado desemprego e deterioração das condições de crédito.

Os dados compõem a Pesquisa de Risco e Intenção e Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que também mostrou que os consumidores endividados permaneceram cautelosos enquanto os não endividados parecem mais propensos ao consumo retirando recursos de suas reservas financeiras. Com isso, o Índice de Segurança de Crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, registrou retração na comparação mensal, de 5,1%, atingindo 77,2 pontos no mês atual ante os 81,4 pontos registrados em agosto, e 5,6% inferior ao apurado em setembro de 2016, quando o indicador marcou 81,7 pontos.

Entre os endividados, houve alta de 1,6% na segurança de crédito, que atingiu 66,3 pontos ante os 65,2 pontos registrados em agosto. Na comparação com setembro de 2016, houve elevação de 1,7%, registrando 66,3 pontos. Já entre os não endividados, houve queda acentuada de 10,5% na comparação mensal, passando dos 100,6 pontos para 90 pontos em setembro - o menor patamar desde dezembro de 2015 -, e queda de 9,4% no contraponto anual, quando o indicador marcou 99,4 pontos.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, mais importante do que a propensão atual de tomar crédito (que tende a se normalizar lentamente) é o risco de crédito. Segundo a Entidade, a própria baixa propensão a tomar crédito reduz o risco de exposição indevida de famílias e bancos a um momento de desemprego elevado e deterioração das condições de crédito - como ocorre desde 2015. Além disso, os já endividados parecem manter baixa propensão a aventuras, e apenas os não endividados parecem começar a reduzir sua poupança para alavancar consumo. A Federação ressalta ainda que, com as prováveis retomadas do emprego e da renda, o mercado de crédito deve reagir positivamente também, e será natural ver o aumento da propensão ao crédito, primeiro entre os não endividados e, posteriormente, entre os endividados.

Aplicações

Em setembro, 63,8% dos aplicadores tinham na poupança o principal destino dos seus recursos, alta de 2 pontos porcentuais (p.p.) em relação aos 61,8% apurados em agosto. Em setembro de 2016, a proporção era de 60,2%. Os que aplicam em renda fixa alcançaram 18,8%, queda de 1,1 p.p. em relação ao mês anterior e retração de 2,5 p.p na comparação aos 21,3% registrados em setembro de 2016 - a primeira queda, na comparação anual, desde agosto de 2016 na proporção dos que preferem aplicar seus recursos na renda fixa.

Segundo a FecomercioSP, a poupança - ainda a preferida dos paulistanos - cresceu um pouco em setembro, mas se mantém em seus mais baixos patamares do primeiro semestre de 2017. A aplicação ainda garante patamar próximo a 60% das escolhas dos poupadores, muito mais baixa do que os 80% já alcançados em um passado não tão distante, mas com dois meses de crescimento que acompanham justamente as quedas dos rendimentos das aplicações em renda fixa. Nesse período, as poupanças renderam relativamente bem e tiveram saldo positivo entre depósitos e saques. Ao longo dos últimos anos, a renda fixa ganhou posições, mas, segundo a Federação, pode ficar estagnada agora diante das regras de rendimento da poupança e das taxas de juros baseadas na Selic. No caso da previdência privada, o cenário nos próximos meses (e anos) deve ser positivo, de acordo com a Entidade, principalmente se aprovada a Reforma da Previdência, que obrigará pessoas de renda elevada no setor público a buscar alternativas para compor renda.

Para a Entidade, consumidores e empresários começam a se despedir do mais recente episódio de crise, e, com adicional positivo de que a percepção geral é de que o governo manteve boa capacidade de aprovação das reformas (mais especificamente a da Previdência, ainda neste ano). Se isso se confirmar nas próximas semanas, a Federação aponta ser possível que ocorram novos saltos de confiança, por meio dos mercados de ações e de crédito, além das quedas do "risco Brasil" e dos juros internos. A FecomercioSP acredita ainda ser possível que o mercado de crédito inicie ainda neste ano um novo ciclo de expansão que pode se consolidar no ano que vem.

Fonte: Fecomércio-SP


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