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Índice de confiança do consumidor paulistano continua em baixa em setembro e atinge 99,7 pontos


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Na comparação com o mesmo mês de 2016, quando o indicador marcou 107,0 pontos, houve uma redução de 6,8% (Arte/TUTU)

Apesar das notícias econômicas favoráveis, como queda nas taxas de juros, inflação sob controle, retomada da atividade industrial, sinais de reação do mercado de trabalho e bom desempenho da agropecuária, o humor do consumidor paulistano continuou em baixa pelo segundo mês consecutivo. Em setembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo atingiu 99,7 pontos, ante os 101,5 vistos em agosto, uma retração de 1,8%. Foi a primeira vez, desde julho de 2016, que o indicador ficou abaixo dos 100 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2016, quando o indicador marcou 107,0 pontos, houve uma redução de 6,8%, primeira queda nessa base de comparação desde maio de 2016.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é elaborado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Os dois componentes do indicador apontaram resultados assimétricos em setembro. Enquanto o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) cresceu 1,2%, ao passar de 69,3 pontos em agosto para os atuais 70,1 pontos em setembro, o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) registrou queda de 2,9%, passando de 122,9 para 119,4 pontos em setembro. No comparativo anual, o ICEA apresentou alta de 19,5%, e o IEC registrou queda de 14,2%.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, ainda que as percepções médias da situação econômica atual tenham melhorado, o ICEA permanece em torno do patamar de 70 pontos, enquanto as expectativas começaram a dar sinais de deterioração, intensificada após os recentes escândalos no cenário político em maio deste ano. A Federação ressalta que, com o crescimento de 0,2% do PIB no segundo trimestre e a retomada de bons resultados econômicos, é esperada uma melhora na confiança do consumidor a partir do último trimestre do ano.

Gênero e renda

Entre os componentes que integram o ICC, no resultado apurado pelo ICEA, a assimetria registrada na classe de renda foi destaque. Enquanto o grupo de consumidores com renda familiar de até dez salários mínimos registrou queda de 6,5%, ao passar de 68,7 pontos em agosto para 64,2 pontos em setembro, os consumidores acima desse patamar de renda descreveram alta de 17%, passando de 70,6 pontos em agosto para 82,6 pontos em setembro. Outro destaque foi o avanço do grupo feminino, que apontou alta de 9,8%, ao passar de 60,4 pontos em agosto para 66,3 pontos em setembro.

No resultado apurado pelo IEC, todos os itens, exceto o grupo feminino, sofreram quedas em seus resultados mensais. As expectativas do grupo masculino caíram 6%, ao passar de 129,6 pontos em agosto para 121,8 pontos em setembro. Já o grupo feminino registrou alta de 0,6%, passando de 116,3 pontos em agosto para 117 pontos em setembro. Outro destaque negativo foi visto no grupo de consumidores com idade até 35 anos (queda de 4,3%, ao passar de 126,1 pontos em agosto para 120,6 pontos em setembro).

Metodologia

O ICC é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os resultados são segmentados por nível de renda, gênero e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. No início da década de 1990, a equipe econômica da FecomercioSP adaptou a metodologia da pesquisa norte-americana à realidade brasileira. Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no País, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central dos Estados Unidos.

Fonte: Fecomércio-SP


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