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Franquia x empresa própria: riscos e desafios de cada modelo de negócio


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Sabendo que os dois modelos têm vantagens e desvantagens, é essencial considerar o perfil do empreendedor na hora de escolher (Arte/TUTU)

Franquias são modelos prontos de negócio, já testados e formatados por pessoas experientes, com prazo previsível de retorno do investimento inicial. No entanto, não oferecem espaço para criatividade – tudo, da cor das paredes do estabelecimento aos detalhes do produto vendido, já chega planejado até o franqueado. Os negócios próprios dão flexibilidade e espaço para a originalidade do empresário, mas também têm seu contraponto: é preciso adaptar o negócio até descobrir um formato rentável, o que pode retardar o retorno do investimento.

Sabendo que os dois modelos têm vantagens e desvantagens, é essencial considerar o perfil do empreendedor na hora de escolher. “Em primeiro lugar, é preciso conhecer a si mesmo, suas aptidões e personalidade; uma ampla investigação deve ser feita, pois será importantíssimo na tomada de decisão”, explica a criadora da Feminaria, empresa que reúne, associa e orienta negócios liderados por mulheres, Ana Carolina Bavon. “Optar por uma franquia elimina, de certa forma, a incerteza sobre processos e evolução do negócio. No entanto, os riscos de insucesso permanecem. Não há garantias reais, apenas um ‘mapa’, uma vez que o caminho já foi trilhado por alguém”, completa Ana Carolina.

Franquias

A assessoria econômica da FecomercioSP observa que o setor de franquias pode ser uma oportunidade para quem quer montar seu negócio sem precisar sair do zero, mas é importante estar atento às regras que a franquia deve seguir e, principalmente, aos valores das taxas cobradas pelo franqueador.

Entre as principais vantagens desse tipo de investimento, de acordo com a assessoria da Entidade, está o reconhecimento da marca, uma vez que franquias, em geral, já são bastante conhecidas pelo consumidor ou têm mais chances de se tornar conhecidas que uma marca nova. Além disso, as franquias incluem estruturação e suporte à gestão, para que o empreendedor escolha o melhor ponto de instalação, tenha lista de fornecedores já pronta e troque experiências com outros franqueados.

“Eu não tinha experiência no setor de alimentos, por isso não me sentia segura em iniciar um negócio sem o suporte de uma franquia formatada”, afirma a advogada que exerceu a profissão até meados de 2016, quando decidiu investir em franquias da marca Nutty Bavarian, Edilaine Nardi. Atualmente, ela é dona dos quiosques da marca nos shoppings Jardim Sul, Plaza Sul e SP Market, na capital paulista.

Por meio de pesquisas e levando em consideração fatores como baixo investimento e retorno rápido, operação enxuta, tradição da empresa e suporte aos franqueados, Edilaine escolheu a marca com a qual queria trabalhar. “Fui a campo falar com os funcionários e franqueados dos quiosques Nutty Bavarian. Essa sondagem foi essencial, pois foi aí que identifiquei a fundo os principais pontos positivos e negativos da operação”, relata. Para ela, o principal desafio de trabalhar com franquias é o risco de insucesso. Afinal, nesse segmento há casos nos quais as expectativas são tamanhas que o empreendedor pode se sentir frustrado, mesmo que o negócio obtenha êxito.

Negócios próprios

Já os negócios próprios são mais versáteis, o que pode ser positivo ou negativo, dependendo do perfil do empreendedor. “Empreender dá a chance de exercer toda a sua criatividade, a flexibilidade é total e é possível alterar a rota no meio do caminho”, observa Ana Carolina Bavon. “A maturidade emocional é colocada à prova todo o tempo, já que o empreendedor assumirá todos os desafios. Em geral, quem decide começar algo novo busca a possibilidade de deixar sua marca no mundo, o prazer em colher os frutos daquilo que construir”, elabora.

A assessoria econômica da FecomercioSP observa que negócios próprios são uma boa opção quando o empreendedor não possui os recursos necessários para adesão ao sistema de franquias ou quando busca mais flexibilidade.Como as franquias são padronizadas, segundo a Entidade, nos negócios próprios há mais liberdade para fazer escolhas sem ficar preso a um contrato: o empreendedor poderá escolher o local, a marca e os fornecedores com quem quer trabalhar, além de priorizar os investimentos de acordo com sua necessidade.

Esse foi o caso da empreendedora Amanda Santos, da loja Ideia Crua, que faz embalagens ecológicas e estamparia têxtil para atender microempreendedores. Ela decidiu deixar seu emprego formal depois do nascimento das filhas gêmeas. “Optei por criar meu negócio para poder trabalhar de casa, pela flexibilidade de horário”, conta. “Como uma das gêmeas estava internada, precisava conciliar casa, trabalho e hospital. Fazer vendas online foi a minha solução: prestava atendimentos no horário que conseguia e produzia as peças quando tinha alguém em casa cuidando dos bebês”, lembra. “O processo de contratação, treinamento e o tempo de preparação para abrir uma franquia não cabiam na minha rotina, e eu não tinha capital suficiente para isso.”

Sobre a escolha do modelo de negócio, ela lembra que queria conciliar duas causas em que acredita: ajudar pessoas a desenvolver seus negócios e ecologia. “Hoje, a Ideia Crua é a principal fonte de renda de toda família, e meu marido saiu do emprego de carteira registrada pra empreender junto comigo”, conta Amanda. “Tratamos sempre a família como prioridade, e essa foi a grande vantagem de ter o próprio negócio sem depender de cobranças externas.”

Fonte: Fecomércio-SP


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