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Número de idosos aumenta e turismo especializado na terceira idade cresce como oportunidade de negócio


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Público de idade avançada tem flexibilidade em relação ao tempo livre - isso abre oportunidades para quem trabalha com turismo oferecer pacotes com preços menores, aproveitando períodos de baixa ocupação (Arte/TUTU)

O número de idosos cresceu 55% na última década, de acordo com o Fundo de Populações das Nações Unidas. As projeções indicam que, até 2050, essa deve ser a faixa etária com 2 bilhões de pessoas no planeta. Com o aumento da população mais velha que, muitas vezes, dispõe de tempo e recursos, cresce também o mercado de turismo e entretenimento para a terceira idade.

“Paciência, organização e carinho são o caminho para ter sucesso vendendo viagens para esses senhores e senhoras. Na terceira idade, muitas pessoas são carentes de atenção”, define Thereza Ramos Quedas, sobre o sucesso da Cinthe-tur, empresa que tem em sociedade com a filha Cíntia, especializada em viagens para o público com mais de 60 anos. De acordo com o IBGE, só no Brasil a população idosa atual corresponde a 23,5 milhões de habitantes, mais que o dobro do registrado no início da década de 1990.

“Conhecemos a Ásia em um passeio de quase um mês em janeiro; em fevereiro, Galápagos. Em setembro, vamos para Croácia e Grécia e, em outubro, para a Itália”, enumera a empresária, apenas sobre pacotes de viagens oferecidos em 2017. Atualmente, a companhia organiza uma média de sete ou oito viagens internacionais por ano, que duram cerca de 20 dias e custam entre US$ 4 mil e US$ 6 mil por pessoa, com tudo incluso.

Também são oferecidas viagens nacionais para praias do Nordeste (em média, R$ 2,2 mil por pessoa, com jantar, aéreo e hotel inclusos para sete dias), além de excursões de fim de semana (para o Dia dos Pais, por exemplo, R$ 800 para dois dias em Monte Sião e Serra Negra) e eventos avulsos que incluem espetáculos e jantares. “Muitos idosos não se sentem seguros em sair sem programar como voltar para casa. Nós oferecemos esse conforto e segurança”, explica.

A assessoria econômica da FecomercioSP observa que, para conquistar o público de idade avançada, as empresas de turismo precisam estar atentas para garantir atendimento confortável e acessibilidade. Além disso, recomenda-se fazer um levantamento dos roteiros, atrativos ou empreendimentos turísticos preparados para receber esses hóspedes antes de vender os pacotes.

O transporte porta a porta é o diferencial da Bonami, especializada em passeios para esse segmento em São Paulo. A empresa investe em saídas de um dia para cidades próximas e em shows, teatros e outros eventos de entretenimento na capital, organizando grupos de seis a oito pessoas, que vão e voltam no transporte oferecido pela companhia. “Nosso diferencial é que não há necessidade de ir até um ponto de encontro para participar: cada um dos clientes é buscado e levado de volta à própria casa”, explica o sócio da Bonami, Bruno Meirelles Grinberg. “Nosso objetivo é tirar o idoso de casa para fazer um passeio com conforto, segurança e companhia”, diz.

A Bonami organiza, em média, quatro eventos mensais, entre viagens para cidades como Holambra (o passeio de um dia, com duas refeições mais transporte e acompanhamento, sai R$ 350 por pessoa) e espetáculos na capital paulista (que custam entre R$ 100 e R$ 200, de acordo com o valor do ingresso).

“Os idosos em geral não gostam de se sentir inseguros ou de ter imprevistos”, afirma Grinberg. Ele costuma reunir seus clientes em grupos com idades similares e interesses parecidos na hora de organizar os eventos. “É preciso dar atenção e passar segurança e até mesmo carinho. Muitos já não recebem tanta atenção dos filhos como gostariam e aproveitam essas oportunidades para vivenciar os eventos disponíveis na cidade.”

O mesmo acontece no caso da Cinthe-tur. “Nossos pacotes incluem absolutamente tudo: aéreo, transfer, um ônibus só nosso, guia particular, refeições e eventos”, explica Thereza, que, aos 72 anos, ainda trabalha nas excursões. Os clientes das duas empresas são, em sua maioria, senhoras solteiras ou viúvas e casais. Os destinos, muitas vezes, são sugestões dos clientes.

A FecomercioSP observa também que o público de idade avançada costuma ter flexibilidade em relação ao tempo livre e aos horários. Isso abre oportunidades para quem deseja trabalhar com turismo e entretenimento oferecer pacotes com preços menores, aproveitando períodos de baixa ocupação.

Fonte: Fecomércio-SP


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