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Crise política interrompe recuperação da confiança do empresário do comércio


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Empresários estão em estado de atenção por causa do ambiente político muito mais tenso desde meados de maio (Arte: TUTU)

O empresário do comércio parece ter iniciado o segundo semestre em compasso de espera, aguardando os desdobramentos da crise política que eclodiu em meados de maio. Após ter registrado três altas consecutivas (março, abril e maio), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apontou estabilidade pelo segundo mês seguido em julho (-0,2%), ao alcançar 104 pontos, valor tecnicamente idêntico ao aferido em junho (104,2 pontos) e em maio (104,3 pontos). Na comparação com julho do ano passado, o índice cresceu 22,3%. Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

As percepções dos empresários em relação ao momento atual melhoraram novamente na passagem de junho para julho. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC, apresentou alta de 0,5%, ao passar de 76,8 pontos em junho para 77,2 pontos em julho - apesar de ainda estar abaixo dos 100 pontos, é a maior pontuação desde maio de 2014. No comparativo anual, o índice avançou 89,8%, quando o indicador marcava de 40,7 pontos.

As expectativas dos empresários, medida pelo Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) caíram 1,4%, ao passar de 147,9 pontos em junho para 145,9 pontos em julho. Mas ainda é 6,5% superior ao apurado em julho do ano passado, quando o indicador registrava 137 pontos. Por fim, o indicador responsável por medir a propensão por novos investimentos voltou a subir. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) subiu 1,3%, ao passar de 87,8 pontos em junho para 89 pontos em julho, e alta 14,8% em relação a julho de 2016, quando alcançou o patamar de 77,5 pontos.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os empresários estão em estado de atenção por causa do ambiente político muito mais tenso desde meados de maio. Em contrapartida, o ambiente econômico está mais propício aos negócios neste ano, e só não é melhor em decorrência da crise política, que coloca obstáculos ao desenvolvimento natural das atividades empresariais no Brasil. O risco de empreender no País já normalmente excede o razoável e, dessa forma, o Brasil perde em impulso e competitividade. A Federação aponta que,mesmo diante de uma crise de grandes proporções, a confiança do empresário não caiu e permanece em patamar otimista (acima dos 100 pontos), o que mantém as esperanças um pouco acima do que seria razoável diante de mais um momento de grande incerteza em Brasília.

Segmentação por porte

De acordo com a pesquisa, a manutenção da confiança do empresariado paulistano em julho foi motivada pelo aumento de 3,4% no ICEC das empresas com mais de 50 funcionários, passando dos 112,8 pontos em junho para 116,6 pontos em julho, em detrimento da leve queda (-0,2%) na confiança dos empresários de companhias com menos de 50 colaboradores, que passou dos 104 pontos para os atuais 103,8 pontos. Na comparação anual, tanto grandes quanto pequenas empresas apresentaram altas, de 36,3% e 22%, respectivamente.

De acordo com a FecomercioSP, a desaceleração da inflação juntamente com a queda dos juros e a recente melhora nos indicadores do mercado de trabalho sugerem, mesmo que de forma sutil, que já existam sinais mais concretos que o segundo semestre pode ser melhor que o primeiro. Assim como os consumidores, os empresários já compreenderam que uma recuperação mais sustentável passa, necessariamente, por reordenações política e econômica, fundamentais para queda mais rápida dos juros e estabilização da renda e do emprego, assim como para a normalização do ciclo de consumo e do ritmo das vendas.

A Federação, desde abril/maio do ano passado, demonstra em suas pesquisas uma mudança positiva de humor, que foi parcialmente interrompida em janeiro e fevereiro por aspectos sazonais, mas que já foi retomada em março, e confirmada em abril e maio, ficando em compasso de espera em junho e julho. A Entidade espera que esse otimismo seja mantido diante dos embates entre atores e partidos políticos, e até mesmo entre os Poderes da República. A necessidade de aprovação da reformada Previdência é imperiosa se o País pensa em retomar investimentos e gerar renda e emprego. Para a FecomercioSP, somente com a retomada da capacidade de mobilização do governo e do Congresso em torno das reformas é que o ambiente voltará ao normal.

Fonte: Fecomércio-SP


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