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Diálogos sobre empregabilidade de PCD mostram desafios a superar


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O Sincovaga sediou no dia 11 de maio de 2017 o encontro "Diálogos sobre Empregabilidade da Pessoa com Deficiência", organizado pelo próprio Sindicato, por meio do programa Coexistir, em conjunto com o Sintesp e o Espaço da Cidadania. O evento, destinado a lideranças de organizações e empresas comprometidas com a questão, profissionais das áreas de saúde e RH e demais interessados, abordou a inclusão de PCD no ambiente de trabalho, por meio de debates e atividades em grupo.

Os participantes apontaram que o maior desafio à inclusão ainda é a desconstrução do preconceito em relação à capacidade profissional das pessoas com deficiência. A partir desta constatação, sugeriram propostas que podem ser aplicadas nas empresas e organizações.

Para Maria de Fátima e Silva, coordenadora do programa Coexistir, do Sincovaga, passados tantos anos, a falta de informação ainda permanece como uma barreira a ser superada. "Eventos cmomo este dão a possibilidade de troca de informações entre empresas, instituições, serviço público e a própria fiscalização. A partir do diálogo, as pessoas constroem outros conceitos, saem mais preparadas para lidar com esses desafios", diz.

Fátima destaca a questão da cultura assistencialista que ainda persiste na sociedade em relação ao PCD e um certo despreparo por parte de quem os seleciona. “ s departamentos de recrutamento nas empresas têm de ser mais criativos. Não basta anunciar a vaga. Tem que procurar a pessoa onde ela está e muitas vezes aquele canal não é o ideal para encontrá-la. Associar-se a parceiros que possam ajudar nisso torna o processo mais eficiente”, conclui.

Pessoas com deficiência existem no Brasil e no mundo desde sempre, mas falar de empregabilidade para PCD ainda é um tabu, na opinião de Marinalva da Silva Cruz, secretária adjunta da Secretaria da Pessoa com Deficiência no Município de São Paulo (SMPED).

“É essencial olhar para o cidadão com deficiência sob outro ponto de vista, entendendo que existe uma limitação, mas que é apenas uma característica entre tantas outras, assim como suas habilidades e competências”, afirma Marinalva. “Há barreiras arquitetônicas e comunicacionais, mas é preciso mudar a atitude, tanto por parte das empresas quanto do próprio PCD.

Sensibilizar as lideranças nas corporações não é uma tarefa simples, afirmam os especialistas. “Eu diria que hoje a maior dificuldade para a inclusão de PCD é o preconceito, porque elas em geral têm a sua capacidade subestimada”, analista José Carlos do Carmo, Auditor Fiscal do Trabalho e Coordenador do Projeto Estadual de Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de trabalho (SRTE/SP).

“Sob a influência dessas idéias preconceituosas, desperdiça-se uma enorme quantidade de talentos, que possuem capacidades, assim como deficiências – que por sinal todos nós temos -, e que poderiam ajudar as empresas em seus objetivos”, completa.

Norma Araújo, diretora do Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Pestana (Iepac), chama a atenção para a necessidade de conscientização, já que existe uma legislação que não é suficiente para resolver a questão. Ainda que a lei nº 8.213/1991, mas conhecida como Lei de Cotas, exista há mais de 25 anos, sua aplicação não tem sido efetiva para que o PCD tenha acesso ao mercado de trabalho.

“A sensibilização começa com a vivência. As empresas hoje já conseguem albergar diversidades relacionadas à opção sexual e cor de pele, porém a inclusão de pessoas com deficiência encontra uma barreira maior. É preciso discutir, estabelecer metas e traças estratégias para que se cumpra a lei”, avalia Norma. “É um desafio de atitude e cultura”.

Inclusão nas empresas

“Queremos trocar experiências e saber o que as empresas e os sindicatos estão fazendo, para que possamos dar um passo adiante”, afirma Talany Amorim, gerente de recrutamento e Seleção do Dia Supermercados, que mantém o projeto Crescer, de inclusão. “Somos muito engajados, trabalhamos na captação, desenvolvimento e preparação desses profissionais, seja para atuar conosco ou no mercado. Nosso esforço inclui a sensibilização das áreas e dos gestores, pois a inclusão não pode ser uma mera cota a ser cumprida”, diz a executiva.

“As pessoas têm preconceitos e estereótipos e isso perpassa as decisões. Sem o conhecimento necessário para lidar com a questão, isso acaba sendo uma barreira a mais para o acesso do PCD ao mercado de trabalho”, avalia Thays Toyofuku, coordenadora do Programa de Diversidade e Inclusão da JLL.

“Quando a empresa tem um propósito, e quer fazer um bom processo, vai atrás de parcerias, de conhecimento e faz o investimento necessário, independentemente da legislação. O RH deve estar preparado, tanto para receber esse funcionário com deficiência quanto para entender o que o fez sair da empresa, já que antes de um profissional ele é uma pessoa”, conclui a executiva da JLL.

Fonte: Sincovaga


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