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Não houve grandes efeitos da crise política sobre o mercado de crédito paulistano


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Apesar da recuperação da segurança de crédito em junho, a proporção de consumidores (com ou sem dívidas) que detêm algum tipo de poupança é menor do que no ano passado
(Arte/Banco de imagens)

Mesmo com o novo capítulo da crise política que se instaurou no País em maio, os efeitos sobre o mercado de crédito em São Paulo ainda não foram sentidos em junho. O Índice de Intenção de Financiamento se mantém baixo há dois anos, flutuando entre 15 e 19 pontos, e, em junho, não foi diferente com alta de 11,9% no indicador, que passou de 15,6 pontos em maio para 17,5 pontos em junho. A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), também apontou que o Índice de Segurança de Crédito apresentou crescimento entre maio e junho, passando dos 72,3 pontos para os atuais 75,1 pontos, alta de 3,8%. Já na comparação com o mesmo mês de 2016, houve queda de 11,8%.

A segurança de crédito apresentou maior alta (7,9%) entre os consumidores endividados, passando dos 52,2 pontos de maio para 56,3 pontos em junho, e retração de 17,6% na comparação com o mesmo mês de 2016, quando marcava 68,3 pontos. Já entre os não endividados, houve leve crescimento de 0,4% na comparação mensal e retração de 7,2% no contraponto anual.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, apesar da recuperação da segurança de crédito em junho, a proporção de consumidores (com ou sem dívidas) que detêm algum tipo de poupança é menor do que no ano passado. Esse fenômeno, segundo a Entidade, era de se esperar após um período longo de crise e desemprego que, de forma geral, deve ter consumido parte das poupanças das famílias, bem como reduzido sua vontade/capacidade de contrair novos financiamentos.


Aplicações
Em junho, 59,4% dos aplicadores tinham na poupança o principal destino dos seus recursos, alta de 1,9 ponto porcentual (p.p.) em relação aos 57,5% apurados em maio. Em junho de 2016, porém, a proporção era de 69,5%. As aplicações em renda fixa alcançaram 20,8%, queda de 2,3 p.p. em relação ao mês anterior e crescimento de 2,8 p.p. em relação aos 18% registrados em junho de 2016.

Segundo a FecomercioSP, mesmo com momentos de melhoria na intenção de financiamento, como o atual, a tendência no curto prazo não tem vencido a tendência de longo prazo (mais de um ano); e, a rigor, pode-se dizer que o mercado de crédito contabiliza uma parada nesse período longo de crise econômica. Há pequenos sinais, no entanto, de retomada em algumas linhas, mas a Federação pondera que ainda é necessário que as situações econômica e política se estabilizem, algo que ainda não ocorreu. Além disso, o mercado financeiro permanece hostil para os tomadores de dinheiro, com taxas e condições adversas, mas gradativamente vai se ajustando também. Na visão da FecomercioSP, até o aparecimento da nova crise, era provável que ao longo de 2017 o País voltasse a ver crescimento das carteiras de crédito, como já acontece em alguns casos, como o de automóveis. Agora as projeções ficam em suspeição até novas informações que possam ratificar ou rever essa tendência.

Para a Entidade, o momento de embates políticos e ideológicos - entre as diversas análises econômicas - acabou por corroer a confiança de empresários e consumidores. Para piorar, houve certa perda de confiança nos poderes Executivo, Legislativo e, principalmente, no Judiciário, tanto por conta desse momento de embates como por algumas decisões de grande rejeição popular tomadas por todas as Casas dos Poderes do Brasil. Os próximos meses prometem ser de novos embates, segundo a Federação, que podem deixar consumidores e empresários ainda mais ressabiados, apesar de existirem dados do lado real da economia que mostram e confirmam um início de retomada. O mercado de crédito, oferta e demanda, está atento, e o risco ainda está muito ligado à alta taxa de desemprego, que não mudará no curto prazo.

Fonte: Fecomércio-SP


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