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Corrupção, intolerância e instituições políticas ineficientes são sinais de que a democracia em uma nação está por um fio, diz Larry Diamond


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FecomercioSP sediou evento de lançamento da 2º Coletânea da Democracia, que contou com palestra do sociólogo Larry Diamond (Tutu)

“Estado de direito fraco, abuso de poder, corrupção, altos índices de criminalidade, severa polarização e intolerância ética, religiosa e de classe e instituições políticas fracas e ineficientes são sinais de que a democracia em uma nação está por um fio”. A afirmação é do sociólogo político Larry Diamond, especialista em democracia e docente da Universidade de Stanford, durante o lançamento da 2ª Coletânea da Democracia, evento realizado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Atuação em parceria com a plataforma UM BRASIL, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“A cultura democrática existe nas mentes e corações de todos os líderes políticos e precisa ser passada de geração em geração. Nos últimos dez anos, no entanto, percebemos uma estagnação democrática e sinais de declínio preocupantes. Desde 2007, o porcentual de países que progrediram democraticamente foi muito menor do que o porcentual de democracias em declínio. E algumas democracias entraram em colapso”, afirma Larry Diamond.

“Forte proteção aos direitos da sociedade de questionar o governo e liberdade de expressão e de movimentação são a pedra fundamental de uma sociedade democrática, mas existem muitos regimes autoritários – e competitivos – no mundo inteiro, que têm mecanismos de contestação política na teoria, não usados na prática. Há falhas sérias na democracia em nações muito fortes, o que gera forte impacto regional e até mundial”, acrescenta.

Em seguida, José Álvaro Moisés, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP, analisou o caso brasileiro. “A crise no Brasil é multidimensional: afeta política, economia e valores da sociedade. Em índices divulgados pela revista The Economist, o País aparece como uma democracia relativamente falha, embora tenham ocorrido avanços nas últimas décadas, como ciclos eleitorais de acordo com as regras constitucionais, geralmente, livres de fraudes (apesar da forte presença do sistema econômico) e permitindo alternância no poder; uma imprensa e meios de comunicação que operam sem limites à liberdade de expressão; militares subordinados às autoridades civis eleitas; e nenhuma reivindicação por atores políticos relevantes de meios não democráticos de competição pelo poder”.

O professor explica por que, apesar desses avanços, a democracia não está consolidada no Brasil. “O regime político apresenta déficits importantes no seu funcionamento, com práticas de abuso de poder, corrupção e desrespeito às leis de controle fiscal. As dimensões da corrupção e sua continuidade são sinais de que o sistema de accountability ainda não funciona no País”.

A 2ª Coletânea da Democracia conta com quatro livros: “Para entender a Democracia”, de Larry Diamond; “O Antigolpe”, de Gene Sharp e Bruce Jenkins; “Estado de Direito e Democracia”, de Ernst W. Böckenförde e “O Que é Democracia?”, de Giovanni Sartori. A ideia do lançamento da segunda coletânea, segundo Jamil Assis, gestor de Relações Públicas do Instituto Atuação, nasceu do sucesso e da demanda pelos livros da primeira edição e da importância de trazer a obra para a língua portuguesa.

Fonte: Fecomércio-SP


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