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Educação financeira ajuda o empreendedor a planejar


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Preparado, o dono do negócio poderá tomar atitudes planejadas que visam o aumento da lucratividade e a estabilidade, destaca FecomercioSP (Arte/TUTU)

Por Jamille Niero 

O momento de crise econômica pelo qual passa o País, com muitas pessoas perdendo seus empregos, aumenta a busca pela alternativa de empreender por conta própria. Contudo, para que um negócio seja bem sucedido, não basta apenas a vontade do empreendedor. Ele precisa ter em mente que enfrentará diversas obrigações fiscais, alta carga tributária e um cenário econômico adverso. Por todos esses motivos, é essencial se preparar para a gestão – e a educação financeira pode ajudar. 

Segundo a assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a gestão financeira de uma empresa é bastante complexa e exige visão de curto e de longo prazo. 

Nesse sentido, a educação financeira, visando tanto o lado pessoal quanto o empresarial, é o alicerce para o sucesso. Isso porque muitas vezes, indevidamente, a vida financeira do empresário se mistura com a da companhia. Preparado, o dono do negócio poderá tomar atitudes planejadas que visam o aumento da lucratividade e a estabilidade. Com o bom resultado, não será necessário recorrer às finanças pessoais para cumprir os compromissos corporativos. 

Planejamento
De acordo com Ricardo Assaf, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito (ABSCM), um bom planejamento é responsável por cerca de 60% do bom desempenho do empreendimento. E a falta do pensamento visando as ações ao longo do tempo é o principal problema dos brasileiros proprietários de pequenos negócios. Uma pesquisa do Sebrae divulgada no ano passado cita a gestão, problemas administrativos e contábeis e a incapacidade entre os três principais motivos alegados pelos empreendedores para que a empresa deixasse de funcionar. Também inclui o planejamento (18%) e a gestão financeira mais eficaz (13%) entre os fatores que teriam evitado o fechamento. 

Muitos deles empreendem por necessidade, ao se verem sem emprego, e não pensam nas atividades de uma empresa como um todo. “A educação financeira ajuda a preparar o empreendedor a vencer obstáculos que nem sempre são técnicos. Nem sempre quem cozinha bem será um bom dono de restaurante, porque não é só preparar a comida, tem que lidar com atendimento, marketing, RH, fornecedores”, exemplifica Assaf. 

A educação financeira auxilia a compreender a importância de reservar recursos para a empresa funcionar enquanto ainda não rende lucros, e a entender quando a busca por crédito em instituições financeiras é adequada ou não. 

Assaf explica que o empreendedor precisa avaliar se o custo do crédito é compatível à margem de lucro do negócio - ou seja, se as taxas cobradas pelo empréstimo ou financiamento são menores do que o que ele ganha ao vender seus produtos ou serviços. Nesse caso, pode valer a pena esta opção. Por outro lado, se o desconto que ele terá do fornecedor ao pagar à vista (sejam insumos ou maquinário para o funcionamento) é menor, esta pode ser a melhor alternativa. 

Tudo volta para a questão do planejamento, pois é também tendo em vista as dívidas que já tem e a previsão de vendas que o empresário consegue calcular o que cabe no bolso. “Além disso, o financiador também leva em conta a organização e a capacidade de pagamento ao conceder o crédito”, lembra ainda o presidente da ABCSM. 

Fonte: Fecomércio-SP


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