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Com estabilidade de emprego e vendas, 2017 deve ser ano melhor ao comércio


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Por Tisa Moraes

Representantes da Federação do Comércio do Estado de S. Paulo estiveram ontem em Bauru, falaram em estabilidade no emprego e 2% a mais de vendas

A Federação do Comércio, de Bens e Serviços do Estado de São Paulo avalia que o setor chegou a um nível de estabilidade no emprego e prevê aumento real de vendas de 1% a 2% para 2017. 

Com estabilidade de emprego e vendas, 2017 deve ser ano melhor ao comércio

É o que dizem a FecomercioSP e o Sincomércio de Bauru, que ainda não projetam recuperação plena do trabalho e faturamento, mas já observam reação

Foram dois anos difíceis para o comércio varejista de Bauru, que sofreu com queda no faturamento e o consequente fechamento de centenas de postos de trabalho. Para os lojistas e trabalhadores que conseguiram sobreviver à dura fase, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e o Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (Sincomércio) trazem boas notícias.

Em evento realizado ontem na sede do Sincomércio, representantes das duas entidades garantiram que “o pior já passou”. Apesar de não ser possível considerar uma recuperação efetiva para este ano, 2017 deve trazer estabilidade para o setor, com a promessa de um último trimestre mais aquecido para começar a retomar a confiança tanto dos consumidores quanto dos comerciantes.

Assessor econômico da FecomercioSP que esteve em Bauru, ontem, Jaime Vasconcellos projeta um crescimento real do setor, já descontada a inflação,

de cerca de 1% a 2% para 2017, considerando a perspectiva de poucos avanços neste primeiro semestre. ‘‘Será um ano de contraponto entre um semestre e outro, o que deve levar, ao final, a uma estabilidade de emprego e vendas”, pontua.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (Sincomércio), Walace Sampaio explica que Bauru segue a mesma tendência verificada no Estado de São Paulo. Nos últimos dois anos, ambos registraram queda no nível de emprego formal, com saldo negativo de vagas menos significativo em 2016, na comparação com o ano anterior (leia mais ao lado).

CAUTELA

O quadro foi forçado pela retração de vendas no mesmo ritmo maior em 2015 do que no ano passado. “Por enquanto, a recomendação segue a mesma desde o início da crise: é preciso cautela e o lojista deve lançar mão de estratégias de sobrevivência para usufruir dos dias melhores que devem vir a partir do ano que vem”, frisa Walace Sampaio.

Diante da melhora em curso de alguns indicadores econômicos, como a

redução da inflação e das taxas de juros, Jaime Vasconcellos diz que é possível projetar um cenário melhor para o comércio já a partir do final deste ano.

A recuperação plena de todos as vagas de trabalho perdidas, contudo, só deve ser concluída entre os anos de 2019 e 2020.

“O nível de emprego demora um pouco mais para entrar em crise e também demora mais para sair dela. Mas os saldos negativos, que eram muito grandes, vão ficando cada vez mais próximos de zero, ou seja, o volume de admitidos e o de desligados vão ficar muito similares, com perspectiva de números melhores a partir do último trimestre, com a chegada das vendas de Natal”, detalha.

Já em 2018, a previsão é de consolidação deste início de reação no mercado de trabalho. Da mesma forma, os índices de faturamento do setor também devem voltar a ficar positivos. “Com os juros e inflação baixos e a retomada dos postos de trabalho, é uma tendência natural o fortalecimento do poder de compra das famílias e a elevação do consumo”, observa Vasconcellos.

Vagas extintas

Bauru teve 387 postos de trabalho com carteira assinada fechados em 2016 no comércio varejista, ante a 1.140 vínculos trabalhistas formais extintos em

2015, informou a FecomercioSP, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Jaime Vasconcellos, da FecomércioSP, diz Walace Sampaio, do Sincomércio, lembra que

que início da reação do varejo ocorrerá só Bauru e o Estado registraram queda no nível

a partir do último trimestre de 2017 de emprego formal nos últimos dois anos

Segmentos

Dependendo da atividade comercial, o ritmo da reação pós-crise pode variar, segundo avaliação da FecomercioSP. Ramos que dependem de crédito por vender produtos mais caros, como concessionárias de veículos e lojas de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, bem como o setor de vestuário, tecidos e calçados, devem seguir com vendas estáveis ao longo deste ano. Para os que comercializam bens essenciais.

como supermercados, farmácias e perfumarias, a tendência é começar a ampliar o faturamento ainda neste ano. Em compensação, lojas de materiais de construção devem demorar mais para reagir.

“Foi também o segmento que demorou mais para entrar em crise, sustentado pelo ‘boonT imobiliário vivido até aquele momento no Brasil”, pontua o assessor econômico da FecomercioSP, Jaime Vasconcellos.

Fonte: Jornal da Cidade - Bauru
Foto: Douglas Reis 


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