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Projeções para 2017 são acompanhadas de novo espírito otimista, afirma Abram Szajman


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Szajman considera que empresários e consumidores estão dispostos a participar desse esforço conjunto (PixAbay)

Abram Szajman

Ao final de 2013 e ao longo dos anos de 2014 e 2015, a FecomercioSP projetou cenários delicados, princípalmente para o consumo e a produção nacional. Infelizmente, essas projeções se confirmaram, e o saldo de três anos de queda de consumo e de crise é o acúmulo de mais de 12 milhões de desempregados atualmente.

O ano de 2015 já havia sido especial mente negativo para a economia, com queda de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB), aumento da taxa de juros, queda de 6% nas vendas do varejo, perda de 8%do produto industrial e aumento significativo do desemprego. Em 2016, o cenário não foi diferente, a não ser por um aspecto especial e, de fato, otim ista: ao final do período, a projeção para 2017 é positiva, após três a nos segui dos de expectativas e estimativas negativas.

Evidentemente, 2016 foi um ano atípico em muitos aspectos, mas principalmente sob o viés político. Um processo de impeachment envolto em um cenário à beira do caos não é uma situação corriqueira. O desfecho, embora somente no segundo semestre, trouxe algum fôlego mediante os riscos de desestabilização política e econômica pelos quais o País atravessou e ainda atravessa. Algumas reações já puderam ser observadas, como a retomada da confiança de empresários e consumidores (ainda que cautelosa) e, mais ainda, a aprovação da primeira reforma, a PEC 55 Teto de Gastos Públicos.

Sim, estamos confiantes de que voltaremos a crescer. Não será fácil nem rápido e dependerá de passos firmes do governo e da sociedade, em todas as suas esferas.

Sob esse novo espírito otimista repousam as projeções para 2017. Poucos países dispõem de condições econômicas de longo prazo tio favoráveis, se criado o ambiente ideal (ou próximo disso) de negócios. A FecomercioSP não espera um ano sem problemas, mas, sím, propício a transformações profundas e duradouras, como não se veem há muito tempo.

Empresários e consumidores estão dispostos a participar desse esforço conjunto, que deve dar frutos positivos já no próximo ano: crescimento do PIB, queda da inflação, saldo da balança comercial positivo, forte ingresso de capitais via investimentos diretos e financeiros, resgate da propensão ao investimento por parte de empresários nacionais e estrangeiros e recuperação do consumo. E, finalmente, a retomada do emprego, certamente o maior mal causado pela crise.

Abram Szajman é presidente da FecomercioSP.
Artigo publicado na revista Eletrolar News no dia 28 de fevereiro de 2017.


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