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Aumento de gastos de brasileiros no exterior pode indicar alta no consumo interno


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O que ocorre com os gastos dos turistas no exterior diz muito do que está acontecendo no País, avalia FecomercioSP (TUTU)

O Brasil carece de estatísticas e dados que possam dar uma visão rápida sobre a situação atual do País. Um exemplo disso é que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 somente nesta terça-feira (7), Isso não é falha do instituto, que se trata de um dos mais renomados do mundo em produções estatísticas de altíssima precisão e qualidade.

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Para serem divulgados com responsabilidade, dados dessa complexidade precisam de tempo para serem organizados. No entanto, há os chamados dados antecedentes produzidos por entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que se dedica a organizar dados de confiança de consumidores e empresários, além de outras pesquisas. Com essas informações, é possível identificar a conjuntura de parcelas da economia e de algumas regiões do País.

Um dado antecedente bastante significativo é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que atua como uma prévia do PIB. Os analistas vão somando esses dados e outros e, a partir dessa compilação, tentam apontar, antes de o IBGE divulgar os números definitivos, o desempenho de cada setor e de toda a atividade econômica.

Nesse sentido, a FecomercioSP avalia que o saldo comercial externo e os gastos de brasileiros no exterior têm uma enorme correlação com a atividade econômica e com o varejo interno. No caso da Balança Comercial (relação entre importações e exportações), a análise entre o saldo e a atividade interna já é mais conhecida, pouco controversa.

Mas no caso da correlação dos gastos de brasileiros em viagens no exterior com os resultados do varejo interno, as observações são feitas de forma aberta, até porque a literatura sobre o tema é escassa, senão inexistente. De todo modo, se pode notar, empiricamente, que, ao menos em momentos extremos, o que ocorre com os gastos dos turistas no exterior diz muito do que está acontecendo no País.

Um exemplo bastante eficaz do uso desses dados é exatamente janeiro deste ano: neste primeiro mês de 2017 os brasileiros gastaram US$ 1,57 bilhão no exterior, ou 88% a mais do que no mesmo mês em 2016. Isso não quer dizer que houve gasto de 88% a mais no varejo interno. Tampouco é possível dizer que sempre que se gasta mais no exterior, há maior gasto no varejo interno, até porque há o efeito da valorização do câmbio influenciando esses resultados.

Há fatores que devem ser levados em conta nesse momento em especial para que se analisem esse número:

1. A desvalorização do dólar, que caiu de R$ 4,00 para R$ 3,15 entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, não pode explicar toda essa diferença de gastos no exterior;

2. Grande parte das famílias que não tinha como gastar algo como, por exemplo, R$ 20 mil numa viagem ao exterior, não poderia gastar R$ 15 mil também. O que ocorreu é que a valorização do real foi acompanhada de um aumento de confiança na economia;

3. O aumento da confiança na economia se dá em grande medida por conta da desaceleração do quadro do desemprego. A situação ainda é difícil, mas parou de se deteriorar.

Diante de tudo isso, não é possível imaginar que os brasileiros, em média, estiveram dispostos a gastar quase 90% a mais no exterior, reavendo seus planos de lazer em grande medida, mas não retomaram em nenhuma medida seus planos de consumo interno (eletrodomésticos, automóveis, vestuários, por exemplo). Provavelmente os dados do varejo de janeiro, bem como os de serviços e indústria, devem refletir esse novo comportamento dos consumidores.

Fonte: Fecomércio-SP


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