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Cenário positivo abre espaço para o Banco Central reduzir a Selic sem colocar em risco o combate à inflação, avalia FecomercioSP


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A inflação medida pelo IPCA em janeiro teve alta de 0,38%, muito abaixo dos 1,27% vistos em 2016 (Arte TUTU)

Diante do cenário atual que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) considera muito mais estável do que no passado recente, o Banco Central (BC) acertou ao reduzir a Taxa Selic em 0,75 ponto porcentual (p.p.) para 12,25% ao ano. A Entidade espera que na próxima reunião o ciclo de queda de juros mantenha o ritmo. 

Além do País contar com um ambiente político mais tranquilo, mesmo com o andamento das investigações da Lava Jato e costuras políticas, a inflação medida pelo IPCA em janeiro teve alta de 0,38%, muito abaixo dos 1,27% vistos em 2016. Em 12 meses o IPCA atinge agora 5,35% e pode, ainda no final de fevereiro, acumular menos de 5%. Motivos que, segundo a Federação, permitiram ao Banco Central reduzir a Selic pela segunda vez seguida, após duas reduções menores em 2016 (0,25 p.p. em cada), sem colocar em risco a seriedade de seus objetivos de combate à inflação. A Entidade acredita que o movimento de corte de juros poderia ter começado um pouco antes, e pondera que ao menos se acelerou um pouco neste início de ciclo, diante de uma situação recessiva sem precedentes no País.  

Para a FecomercioSP, a forte recessão dos últimos dois anos, a queda do IPCA recente, a valorização do real frente a outras moedas e a melhoria do quadro político abrem espaço para, pela primeira vez em anos, o Banco Central trazer a Selic para um dígito sem que seja de forma artificial. Mesmo com a nova queda, os juros nominais e reais no Brasil ainda estão muito elevados sob qualquer ótica que se queira ver e mesmo se fechar o ano entre 9% e 9,5%, estará em um patamar elevado comparado a outras economias. 

A Entidade tem certeza que as condições para a redução continuada de juros estarão presentes ao longo de 2017, mesmo projetando uma retomada modesta do nível de atividade a partir do segundo semestre (alguns setores devem começar a retomada antes, mas muito timidamente). 

A FecomercioSP acredita ainda que a estrutura de juros caia em breve para que o comércio, os setores de turismo e de serviços possam vislumbrar a possibilidade de retomada ao menos no final desse ano. Sem uma redução maior da taxa de juros, que elevaria a confiança dos consumidores e empresários e poderia ser uma das ferramentas para resgatar muitas empresas estranguladas pelo fluxo de caixa, isso não será possível.

Fonte: Fecomércio-SP


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