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Com Trump, Brasil pode fortalecer comércio com os Estados Unidos


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Estados Unidos têm tido superávit na relação comercial com o Brasil (TUTU)

Há menos de um mês na presidência dos Estados Unidos, Donald Trump já sinalizou que as relações comerciais do país com o mundo não serão mais as mesmas que vinham sendo. “Praticamente todos os países do mundo estão levando vantagem sobre nós. Isso não vai mais acontecer”, se manifestou Trump. Essa mudança de postura, no fim, pode favorecer o Brasil.

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O que o presidente norte-americano busca são negociações mais equilibradas com os outros países, reduzindo o déficit comercial dos Estados Unidos com algumas nações.

Neste cenário, o Brasil tem potencial para se destacar. Isso porque o País faz parte da minoria na qual os Estados Unidos saem ganhando na balança comercial – relação que mede as importações e exportações entre os países. Da mesma forma, o Estado de São Paulo é deficitário no comércio com os Estados Unidos, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em 2016, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 23,1 bilhões e registrou US$ 23,8 bilhões em importação, gerando um saldo negativo de US$ 646 milhões. No ano anterior, o déficit comercial foi ainda maior, de US$ 2,4 bilhões.

Analisando somente os dados do Estado de São Paulo, que corresponde a cerca de um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos e próximo de 45% das importações, o saldo fechado do ano passado foi de um déficit de US$ 2,4 bilhões e, em 2015, de US$ 3,5 bilhões.

Quando vemos os números do comércio dos Estados Unidos com outros países, entendemos o que Trump quer dizer no sentido de que há nações “levando vantagem” sobre a norte-americana. Segundo dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o déficit comercial do país com o México é de US$ 59 bilhões; com a Alemanha, US$ 59,5 bilhões; e com a China, US$ 320 bilhões.

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Já o Brasil é o 12º país no ranking de exportações americanas e 17º em importações. Por outro lado, os Estados Unidos ficam em segundo lugar em importações e exportações brasileiras, atrás somente da China. Esses dados mostram a relevância do fluxo comercial para ambos os países.

Portanto, o Brasil e, por consequência, o Estado de São Paulo tendem a ter uma boa relação com o novo quadro político norte-americano, na linha em que ambas as nações ganham. Para isso, cabe ao governo brasileiro melhorar a estrutura geral do País, o chamado “custo Brasil”, que envolve a infraestrutura, as legislações tributária e trabalhista, além de regulações de mercado. Dessa forma, o País terá condições de se posicionar no comércio exterior de maneira mais competitiva.

Neste momento inicial, em que há um reposicionamento comercial dos Estados Unidos, o Brasil, pelo menos, já começa um passo à frente.

Fonte: Fecomércio-SP


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