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Melhora na perspectiva para 2017 anima turismo


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FecomercioSP espera ainda que, no próximo ano, o mercado de trabalho no setor fique mais próximo da estagnação, sem grandes cortes de vagas (Arte/TUTU)

Por Jamille Niero

Os tímidos avanços nos indicadores de confiança mostram que a perspectiva para a economia brasileira em 2017 é mais positiva, fato que deverá se refletir no mercado de viagens e eventos corporativos. No próximo ano, as corporações devem reduzir a quantidade, mas não vão deixar de realizá-los. Os eventos deverão ser menores em duração, participantes e produção, enquanto os viajantes passarão menos tempo nos hotéis quando estiverem a trabalho.

“O orçamento destinado à realização de eventos deve ter leve aumento, com foco especialmente nos que envolvem vendas, marketing e treinamento, reforçando a necessidade das empresas em venderem mais neste período de crise”, destaca Viviânne Martins, presidente do Conselho Executivo de Viagens e Eventos Corporativos (Cevec) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Em relação às viagens, a expectativa é melhor do que o cenário visto no ano que se encerra neste mês, que teve redução de cerca de 20% – reflexo da queda da atividade econômica como um todo. Vale dizer que a visibilidade que o País teve durante os grandes eventos que aconteceram aqui recentemente (como os Jogos Olímpicos), bem como a melhoria e qualificação da oferta de infraestrutura (especialmente hoteleira e de eventos) são fatores positivos que tornam o Brasil mais atrativo e devem ser explorados.

Duas cidades brasileiras (Rio de Janeiro e São Paulo) estão, inclusive, entre as cinco mais procuradas das Américas Central e do Sul para encontros de negócios em ranking recente da American Express. Contudo, o alerta para situações de risco à saúde pública, como a proliferação do zika vírus e da dengue, podem ter efeitos muito negativos se não controlados.

Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), há indícios que no segundo semestre as companhias voltaram a “viajar mais”, porém não há como dizer se o setor encerrará 2016 sem queda em relação ao ano anterior. “Nossos associados estavam mais animados. As empresas querem ‘descongelar’ as ações e estão voltando a confirmar cotações já feitas mas não concluídas antes”, relata o presidente do Conselho de Administração da associação, Rubens Schwartzmann.

Os dados mais recentes da Abracorp mostram que as vendas caíram 11,9% no terceiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para ele, um dos desafios do próximo ano será achar um equilíbrio entre o desejo do viajante e o que pode ser feito de acordo com a política de viagens da companhia para a qual trabalha. “A geração atual não quer mais saber de fazer muitas conexões apenas porque é mais barato. É cansativo e desgastante e o colaborador não consegue ser produtivo no destino. Diante disso as empresas tendem a olhar mais para o viajante, dando mais conforto a ele, mas respeitando o orçamento”, exemplifica Schwartzmann.

Inovação e criatividade 
Para Jessica Kobayashi Corrêa, coordenadora das áreas turismo e lazer do Senac São Paulo, 2016 foi o ano que as empresas de turismo reviram gastos e processos, mas também pensaram em novos produtos e serviços. “2017 será mais positivo por ser o ano em que novas ideias, parcerias e os resultados mais concretos de repensar e reduzir vão começar a aparecer”, analisa. A tendência é de um setor mais conectado, com diversos atores da cadeia produtiva realizando mais ações em conjunto.

No caso dos pequenos empresários do ramo, apesar de serem os que sofrem diretamente com os impactos da crise, são também os que possuem maior agilidade para inovar e buscar novos caminhos, pois não dependem de aprovações internas, análises de superiores ou articulação com pares corporativos.

“Contudo, uma nova ideia deve ter embasamento, estudo e planejamento cuidadosos antes de ser implementada. Parcerias para diminuição de custos, efetivação de diferenciais no atendimento, entre outras possibilidades, podem ser caminhos a serem trilhados, desde que bem planejados”, ressalta Jéssica.

Empregos 
Para o próximo ano, a expectativa da FecomercioSP é que o mercado de trabalho no setor fique mais próximo da estagnação, o que pode ser encarado como bom sinal, visto o fechamento massivo de vagas celetistas em 2015 e 2016.

Os setores que possuíram saldos positivos de vagas em 2016 deverão manter-se em crescimento em 2017. Segundo a assessoria técnica da FecomercioSP, a junção de estancamento da recessão econômica, ambiente político mais estável, propostas de reformas e melhores perspectivas garantem tal tendência, frisando ainda que esses fatores podem inibir grandes cortes de funcionários.

Fonte: Fecomércio-SP


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