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Natal e 13º salário fazem intenção de financiamento subir 16,8% em novembro


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Poupança continua sendo a aplicação preferida dos paulistanos, sendo o principal destino dos recursos para 61,5% das famílias (Arte/TUTU)

Costumeiramente, o risco de crédito cai em novembro, impulsionado pelo 13º terceiro salário (muitas vezes usado para pagar dívidas) e a intenção de contrair dívidas cresce devido às compras de Natal, e neste ano não foi diferente mostrando que a situação, apesar de ainda ser negativa, está caminhando para a normalidade. É o que mostra a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O Índice de Intenção de Financiamento registrou alta de 16,8% em novembro, na comparação com outubro, passando de 15,7 para 18,4 pontos. No comparativo com o mesmo mês de 2015, houve crescimento semelhante de 16,7%. Apesar da melhora na intenção de financiar, apenas cerca de 9% dos consumidores paulistanos estão dispostos a tomar crédito nos próximos três meses, muito abaixo dos 10,1% da média histórica.

Após ter atingindo a menor pontuação da série histórica em outubro, o Índice de Segurança de Crédito voltou a subir 7,1% na comparação mensal, passando de 74,9 pontos para 80,2 pontos, ficando praticamente estável (0,1%) em relação ao mesmo período de 2015. 

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a pesquisa tem mostrado com frequência o comportamento conservador do lado da demanda de crédito, com as famílias muito pouco encorajadas a assumirem novos compromissos, diante do quadro de desemprego. Atitude conversadora que, de acordo com a Entidade, foi crucial para que o sistema financeiro não tenha atravessado um ciclo de quebradeiras devido à crise econômica e política.

A Entidade pondera que, diante da crise e com a entrada de recursos do 13º salário, muitos consumidores optam por quitar dívidas ao invés de fazer compras de Natal. Com isso, a proporção de famílias que deve usar os recursos extras para quitar dívidas ou fazer poupança deve ser maior, e, portanto, o indicador de segurança de crédito pode melhorar após dezembro. Sendo assim, a partir de 2017, com uma melhoria mais relevante da economia, como se espera, a tendência, segundo a Federação, é gradativamente a retomada do mercado de crédito e a redução do risco, pelo aumento da poupança ou pela redução do desemprego, coisas intimamente correlacionadas.

Aplicações
A poupança continua sendo a aplicação preferida dos paulistanos. Em novembro, 61,5% das famílias afirmaram que a poupança foi o principal destino dos seus recursos, alta de 0,4 ponto porcentual (p.p.) na comparação com outubro. Em novembro de 2015 a proporção era de 67,8%. Apesar de ainda ser a favorita, a poupança perdeu espaço ao longo dos últimos meses tanto para a renda fixa quanto para a previdência privada.

A proporção de aplicadores em renda fixa passou de 20,7% em outubro para 21,8% em novembro, alta de 1,1 p.p.. No mesmo mês de 2015, a proporção era de 17,8%. Já a previdência privada passou dos 10,2% em outubro para 7,8%, queda de 2,4 p.p..

Segundo a FecomercioSP, a tendência é de que os juros básicos sejam reduzidos e é possível que os consumidores que mantiverem reserva financeira voltem a apostar não somente na segurança da Caderneta de Poupança, mas também olhem para opções como Bolsa de Valores, por exemplo, principalmente vendo o desempenho atual das aplicações do Ibovespa.

Em 2017, com a aprovação das principais reformas do País, a expectativa é de que os juros caiam e os preços dos ativos voltem a crescer. Como muita gente está com problemas financeiros e de liquidez (empresas e famílias), a Entidade ressalta que a retomada dos preços dos ativos não deve ser muito rápida, mas constante. Com a provável reforma da Previdência e com o foco sobre esse assunto, é possível que as aplicações em fundos de pensão e previdência privada ganhem novos adeptos. Segundo a Federação essa é uma tendência que deve favorecer a poupança de longo prazo e deve ser fortalecida na medida em que os jovens estimulem a aceleração do crescimento via investimentos de longo prazo, visando garantir uma velhice mais próspera.

Fonte: Fecomércio-SP


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