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Banco Central acerta ao reduzir, pela segunda vez consecutiva, a Taxa Selic para 13,75% ao ano, aponta FecomercioSP


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A Entidade espera ainda que já na próxima reunião o ciclo de queda dos juros continue, pois entende que a economia está estrangulada por muitos impostos e juros que permanecem elevados (PixAbay)

Pela segunda vez consecutiva, o Banco Central opta pela redução da Taxa Selic, que agora é de 13,75% ao ano. Segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a atitude é correta diante de um cenário mais estável do que no passado recente. As dúvidas sobre o ambiente político estão sendo gradativamente reduzidas e os indicadores de inflação continuam a mostrar enfraquecimento. 

Para a Federação, o Banco Central vinha sendo conservador em busca de argumentos que pudessem justificar uma redução de juros sem que houvesse a menor possibilidade de quebra de confiança dos agentes na atuação da autoridade. A FecomercioSP acredita que o movimento de corte de juros poderia ter começado um pouco antes, e pondera que a diminuição poderia ter sido maior dada a recessão econômica sem precedentes no País. 

De acordo com a Entidade, o BC sabe que a situação econômica ainda é ruim e percebe que a inflação dá sinais muito claros de desaceleração com variação de 0,08% em setembro e 0,26% em outubro de 2016, contra 0,54% e 0,82% para os mesmos meses em 2015. Para a FecomercioSP, apesar de ainda existir momentos de tensão política, os sinais de desaceleração do IPCA, além da forte recessão, são tão evidentes que o Banco Central não tinha outra escolha a não ser manter o ciclo de redução de juros, que ainda estão muito elevados. 

As primeiras ações após a definição política no sentido de arrumar a casa na dimensão fiscal, segundo análise da Federação, foram positivas e vão ajudar o BC a manter o poder de compra da moeda dentro de uma realidade com juros mais baixos. A PEC 241 está muito próxima de sua aprovação final, e este é o fator mais relevante de curto prazo para o ajuste macroeconômico. Finalizando o quadro de sinais dados pelos mercados, está a confiança de empresários e consumidores, em alta nos últimos meses, que garante às autoridades econômicas um espaço que não se via há mais de meio ano para adoção de medidas positivas, como a redução de juros, por exemplo. 

A Entidade espera ainda que já na próxima reunião o ciclo de queda dos juros continue, pois entende que a economia está estrangulada por muitos impostos e juros que permanecem elevados, mesmo diante de um quadro de acentuada crise com quedas de PIB superiores a 3% ao ano. A FecomercioSP acredita que toda a estrutura de juros da economia caia em breve para que o comércio, os setores de turismo e de serviços possam começar a respirar um pouco mais aliviados.

Fonte: Fecomércio-SP


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