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Treinamento de profissionais nas empresas requer diagnóstico e metas


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Rotatividade está entre os principais desafios das empresas que investem em treinamento e capacitação
(Arte TUTU)

Por Deisy de Assis

De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), somente 8% das empresas brasileiras que mais empregam avaliam os resultados obtidos a partir do investimento em treinamentos e capacitações. A taxa de retenção do conteúdo aplicado nas atividades é de 23%, pouco mais da metade do observado fora do Brasil. A área de Gestão de Pessoas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que a melhoria de números como esses está atrelada à identificação do que precisa ser desenvolvido na empresa. 

O gerente de atendimento corporativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de São Paulo, Maurício Pedro, argumenta que esse diagnóstico é o primeiro passo para definir um programa de treinamento. 

“O gestor, seja o proprietário de pequeno negócio ou o gerente de grande empresa, precisa ter clareza das reais necessidades da companhia, entender os problemas recorrentes com os processos e os profissionais e focar no que pretende com o treinamento para sua equipe”, explica Pedro. 

Gestão humanizada 

O especialista aposta em gestão baseada na humanização. Trata-se da busca por qualidade nos ambientes de trabalho, nas relações entre os profissionais envolvidos nos processos, bem como na gestão de pessoas desempenhada pelos líderes. 

“Para isso, os empresários devem avaliar os pontos negativos desses ambientes e, principalmente se há despreparo dos líderes na lida com essas falhas e com os funcionários de sua equipe”, frisa. 

Segundo Pedro, cuidar da liderança, na maioria das vezes, é o passo seguinte ao do diagnóstico, uma vez que são esses gestores que contribuirão de forma determinante para a aplicabilidade satisfatória do conteúdo oferecido em treinamentos para as equipes no dia a dia do trabalho. “Muitas vezes é preciso primeiro um programa com os gestores, para depois aplicá-lo aos demais colaboradores.” 

Para o especialista, a única diferença no despertar para essa visão entre os pequenos empresários é que essa boa gestão de pessoas é exercida por eles, que também administram o negócio. Assim, além de fomentar estratégias para o empreendedorismo, eles precisam investir na própria capacitação para gestão de pessoas, com foco na humanização das relações de seus colaboradores e na produtividade dos processos. 

Rotatividade e perdas de investimentos 

Embora a pesquisa da ABTD tenha mostrado que corporações maiores, com mais de 500 funcionários, chegam a gastar em torno de R$ 1,3 milhão com programas de capacitação, o que representa 11% de sua folha de pagamento, a sócia-diretora da empresa Vecchi Ancona Inteligência Estratégica, Ana Vecchi, afirma que treinamento e desenvolvimento de equipes são áreas bastante vulneráveis nas empresas. 

Ela atribui o problema a uma série de fatores. “A rotatividade de colaboradores é um dos principais causadores da perda do investimento em treinamentos e capacitações.” Ana também menciona erros na didática para disseminação de conteúdos, diante da realidade de mercado cada vez mais dinâmica, pela quantidade e velocidade das informações, vivenciadas por profissionais de diferentes perfis, áreas de atuação e idades. 

A prevenção desse prejuízo com a rotatividade, independentemente do porte da empresa, está ligada à precisão no diagnóstico prévio dos ambientes de trabalho, relações de pessoas e processos. “Se a empresa investe sem solucionar problemas nessas áreas, seus profissionais continuarão insatisfeitos e sairão da empresa quando tiverem a oportunidade”, alerta Pedro. 

Segundo a área de Gestão de Pessoas da FecomercioSP, há uma grande necessidade de eliminar as deficiências existentes nos ambientes. A partir disso, as expectativas entre funcionários e gestores devem ser alinhadas. 

O setor da Entidade acredita que, por vezes, o funcionário recebe o conhecimento no treinamento, mas não coloca em prática o que aprendeu. O que assegura a aplicação do conhecimento adquirido são as iniciativas desenvolvidas no ambiente de trabalho, chamadas de ações vivenciais. Elas envolvem, por exemplo, implantação de melhorias, elaboração de projetos internos, orientação fornecida por profissionais experientes e fomento para multiplicadores de conhecimento. A combinação dos treinamentos com as ações vivenciais gera resultados altamente significativos, tanto para a companhia como para o empregado.

Fonte: Fecomércio-SP


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