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Definição do processo de impeachment e inflação alta fazem Banco Central manter Selic em 14,25%, avalia FecomercioSP


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A FecomercioSP espera, juntamente com os demais agentes do mercado, que a taxa Selic caia, para que contribua e acelere o processo de recuperação da atividade econômica
(Arte TUTU)

Aspectos políticos e econômicos fizeram o Banco Central (BC) apostar na manutenção da taxa básica de juros Selic em 14,25% ao ano, pela nona vez consecutiva. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a manutenção neste patamar já era esperada pelo mercado. Como o processo de impeachment foi finalizado hoje, a Entidade pondera que a cautela era prevista, e o BC deve aguardar por mais um período até a próxima convocação de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), para que seja estabelecido o início de um novo ciclo de queda, conforme expectativa dos agentes econômicos. Até porque, em virtude desse excepcional evento na política nacional, um prazo maior não acarretaria grandes prejuízos, dado que essa taxa de 14,25% está estabelecida há mais de 12 meses. 

A economia também influenciou na manutenção da Selic, pois o índice oficial de inflação, apesar de já seguir uma trajetória descendente, ainda se situa em patamar inadequado, acumulando, em 12 meses, 8,7% sobretudo devido ao grupo de alimentos e bebidas que, no mês de julho, foi responsável por 65% do índice geral. Assim, também vale o cuidado para esperar números mais seguros, de que a inflação concretize a sua perda de força. 

A FecomercioSP espera, juntamente com os demais agentes do mercado, que a taxa Selic caia, para que contribua e acelere o processo de recuperação da atividade econômica, impulsionando os investimentos produtivos tão necessários para geração de emprego e distribuição de renda. 

Ao mesmo tempo, a Entidade entende que, às vezes, decisões precipitadas podem levar a um prejuízo maior no futuro. A convergência da inflação para o centro da meta é objetivo vital para a recomposição da credibilidade junto aos agentes econômicos. Dada a deterioração atual das contas públicas, o governo vai precisar demonstrar sistematicamente, via uma política monetária mais austera e cuidadosa, a busca dessa meta e a consciência de que deve, a todo custo, evitar erros recentes de afrouxamento dessa política em momentos inadequados.

Portanto, a cautela se faz necessária nesse momento de transição de governo, e assim que consolidada a equipe efetiva - e não mais interina - e com dados mais recentes da inflação, a FecomercioSP espera o retorno das condições necessárias para a tão esperada queda da Selic em futuro mais próximo possível.

Fonte: Fecomércio-SP


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