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Compras pagas com cartão de débito estão mais atrativas para comércio e clientes


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Desde 2010 cada vez mais credenciadoras e bandeiras entraram em cena, dando mais opções para consumidor e comerciante (Arte/TUTU)

Por Jamille Niero

O volume de compras pagas com cartão de débito teve aumento no comércio varejista. Segundo estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a participação das vendas efetuadas nessa modalidade avançou de 11,9% em 2014 para 12,8% no ano passado, enquanto as vendas com cartão de crédito ficaram estáveis (20,5%).

O cartão de débito tem sido uma opção interessante para o lojista, já que as taxas de desconto são mais baixas no débito do que no crédito. Outro ponto positivo é o prazo para receber o valor, que é de dois dias após a realização da venda, mais vantajoso quando comparado ao prazo de recebimento das vendas no cartão de crédito, que é de até 30 dias úteis.

Só que para oferecer essa modalidade de pagamento para os clientes, o empresário precisa ter uma ou mais máquinas que façam essa transação. As empresas que fornecem essas máquinas (chamadas terminais) são as credenciadoras de estabelecimentos - e elas também fazem a manutenção dos terminais (em alguns casos), a transmissão dos dados das transações, além do depósito dos valores na conta corrente do credenciado (que é o comerciante ou o prestador de serviços). Também existem as bandeiras, que são as companhias que licenciam sua marca para o emissor (o banco) e para o adquirente (consumidor) e coordenam o sistema de aprovação, compensação e liquidação. A boa notícia é que desde a "abertura" desse mercado em 2010, cada vez mais credenciadoras e bandeiras entraram em cena, dando mais opções para o consumidor.

Comprar ou alugar?
Para a assessoria técnica da FecomercioSP, hoje esse mercado é bem diversificado, já que várias credenciadoras aceitam diversas bandeiras num mesmo terminal. Cabe ao empreendedor pesquisar qual é a mais adequada à sua necessidade e quais bandeiras ele irá aceitar no seu estabelecimento.

Existem basicamente duas opções de máquinas de cartão de crédito e débito: mobile e POS - Point Of Sale (máquinas fixas). O que muda de uma para outra são os custos envolvidos. Na mobile, o empresário pode comprar a máquina sem se preocupar em pagar uma mensalidade. Na POS, o lojista paga uma mensalidade, podendo ainda ser incluída no custo uma taxa de aquisição.

Cada fornecedor das máquinas cobra taxas e serviços que variam de acordo com algumas características da empresa contratante: atividade exercida, porte, valor transacionado e forma de pagamento. Por isso, destaca a assessoria técnica da Federação, é importante que o empresário pesquise diretamente com
as credenciadoras os custos envolvidos. São dois: o financeiro (que corresponde à taxa de desconto cobrado sobre o valor das vendas e oscila entre 2% e 5%) e o da máquina em si (equivalente ao aluguel, geralmente mensal, cobrado pelas fornecedoras, ou à aquisição do terminal).

Para Renato Costa, CEO e fundador da Voulez Consultoria, especializada em varejo, a tendência é cair a quantidade de contratos de locação e aumentar o número de aquisições por parte dos comerciantes, já que o aluguel do terminal é um custo que pode ser eliminado no segundo caso. O único ponto negativo, diz ele, é que a atualização dependerá do comerciante. "Se chegar um modelo mais moderno de máquina no mercado, o lojista terá que comprar uma nova. Se ele possui a contratada via aluguel, a empresa (credenciadora) enviará a máquina nova, geralmente sem custo".

Para escolher qual é a melhor opção, comprar ou alugar, Costa sugere que o comerciante analise a rotatividade dos produtos que comercializa. "Em cada venda realizada via cartão ele paga uma porcentagem para quem administra a máquina. Se são muitas as vendas nessa modalidade, desconta-se mais", ressalta. A existência da opção de compra do terminal, contudo, abre a possibilidade de o comerciante negociar com as credenciadoras que cobram aluguel. Dessa forma, ele pode em alguns casos conseguir taxas melhores e manter o contrato de aluguel.

"O comerciante consegue ter mais poder de negociação de taxas e repassar o desconto no produto final dele. Já o consumidor vai ter mais transparência e saber o que está pagando, podendo ainda comprar o produto por um valor mais acessível", conclui Costa.

Veja na simulação abaixo o que vale mais a pena - comprar ou alugar uma máquina:

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A assessoria técnica da FecomercioSP reforça que apesar de alguns fornecedores não cobrarem mensalidade quando o empresário compra a máquina, é importante identificar quais são as taxas de desconto cobradas sobre a venda (custo financeiro), para que o negócio não seja oneroso. Evidentemente que, após o pagamento da parcela da compra da máquina, o empresário poderá ficar apenas com o custo financeiro da operação, mas se os porcentuais forem elevados, tal aquisição pode não ser tão vantajosa.


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