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Diante da crise, empresas adotam estratégias para não perder o capital de giro


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Primeiro passo é retomar o controle de caixa, que permite ao empresário ver onde pode enxugar algum custo (Arte/TUTU)

Por Jamille Niero

A queda no consumo afetou o faturamento das empresas varejistas, que viram seu caixa diminuir, impactando o capital de giro. Esse é o montante necessário para custear as operações, como recursos para financiamento aos clientes (nas vendas a prazo), para manter estoques e pagar os fornecedores, além de impostos, salários, demais custos e despesas operacionais. 

Para se ter ideia do recuo na receita dos varejistas, em março as vendas do setor retraíram 2,6% na comparação com mesmo mês de 2015 e 6% no acumulado de 12 meses, de acordo com dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) 

Para contornar essa situação e driblar a escassez do caixa, especialistas em gestão apontam algumas medidas, como rever custos, planejar promoções e descontos, analisar qual departamento da empresa deverá receber investimento para alavancar as vendas e prorrogar gastos menos urgentes, entre outros. 

A assessoria técnica da FecomercioSP destaca que o primeiro passo, deve ser o controle de caixa, já que é preciso saber o valor recebido dos clientes e o que precisa ser pago. Isso permite ao empresário ver onde pode enxugar algum custo. 

Revisão das contas
É hora de examinar os gastos de energia, telefone, internet, além de sistemas e meios de pagamento. Vale também analisar o quadro de funcionários, o planejamento fiscal e renegociar o aluguel do estabelecimento – com a crise, muitos empreendimentos fecham e deixam os imóveis vagos. Com isso, o valor cobrado pelo aluguel tende a cair, alega a assessoria técnica da Federação. 

A Center Panos, rede varejista de materiais de artesanato, sentiu a desaceleração das vendas, que recuaram cerca de 20% e precisou enxugar custos para não perder o capital de giro. A companhia cortou em 20% as despesas com energia elétrica e insumos, reduziu o quadro de funcionários e também reviu o planejamento estratégico. A previsão de abertura de 35 novas lojas em 2016 diminuiu para seis. 

O CEO da rede, Ricardo Cordão, aguarda a retomada da confiança dos empresários e consumidores e aposta na abertura de franquias para retomar o crescimento. Segundo ele, a rede oferece três formatos, com investimento que varia de R$ 200 mil a R$ 450 mil. Esse valor já considera o capital de giro necessário para o negócio. “Não deixamos o franqueado começar a trabalhar sem ter capital de giro, porque é importante para gerir o negócio no momento em que a empresa ainda não consegue dar o retorno necessário”, observa. 

Produtos, descontos e promoções
Além da revisão de custos, outra saída para retomar o capital de giro é “queimar o estoque”, mas sempre levando em conta até que ponto vale a pena reduzir os preços e a margem de lucro a fim de gerar recursos. 

Ainda no quesito produtos, o empresário deve averiguar quais vale a pena manter no portfólio. “As empresas devem pensar quais são os 20% de produtos que trazem 80% da receita, o que o cliente está realmente consumindo e melhorar a oferta desses, tirando o que não vende da loja”, aponta Guilherme Mota, diretor da consultoria Naxentia, especializada em gestão de empresas. Só é preciso tomar cuidado para não impactar a qualidade do produto, que às vezes é justamente o diferencial que atrai o cliente ao estabelecimento. 

Oferecer parcelamento da compra é também um fator para atrair o consumidor. O empresário apenas deve ficar atento para coordenar o número de parcelas pagas pelo cliente com as que ele paga ao fornecedor. Em outras palavras, se permite que o cliente parcele em dez vezes, mas deve pagar ao fornecedor em três, haverá problemas no fluxo de caixa e isso deve ser evitado.

Fonte: Fecomércio-SP


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