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Aumento do custo de vida foi maior nas classes A e B em março, aponta FecomercioSP


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O grupo de Alimentação e Bebidas (1,44%) foi o que mais impactou para o aumento do custo de vida em março, já que, sozinho, respondeu por 63% da alta registrada (Arte TUTU) 

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu 0,51% em março, pressionado pela alta nos preços de alimentação e bebidas. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 9,84%. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

O grupo de Alimentação e Bebidas (1,44%) foi o que mais impactou para o aumento do custo de vida em março, já que, sozinho, respondeu por 63% da alta registrada. Os principais aumentos de preços no varejo foram registrados nos itens mamão (38,97%), uva (27,56%), cenoura (17,15%), couve (13,99%), tangerina (9,70%) e pescada (7,99%). No mês, os grupos Artigos do Lar (1,42%) e Vestuário (1,41%) também colaboraram para elevar o custo de vida. Dos nove grupos que compõem a CVCS, três apresentaram queda de preços no mês: Comunicação (-1,9%), Habitação (-0,3%) e Transportes (-0,06%). 

As classes B e A foram as que mais sentiram a alta do custo de vida, com aumentos de 0,60% e 0,55% do CVCS, respectivamente; na classe C, o aumento foi de 0,50%, enquanto nas E e D, a elevação foi de 0,37% em ambas. Para a assessoria econômica da FecomercioSP, a valorização do real frente ao dólar tende a continuar favorecendo, mesmo que de forma tímida, a redução dos custos de algumas cadeias produtivas. Além disso, a retração da atividade econômica e o aumento do desemprego estão segurando a alta de preços e levando à desaceleração da inflação. Por outro lado, nota-se ainda forte alta de preços em produtos in natura, o que tende a pressionar o orçamento de quem procura uma alimentação mais saudável. IPV O Índice de Preços no Varejo (IPV), registrou alta de 1,06% em março ante 0,95% em fevereiro.. Trata-se da 19ª alta consecutiva do indicador. 

Em 12 meses, o índice acumula alta de 10,52%. A principal influência veio do aumento de 1,63% no grupo de Alimentos e Bebidas, que em 12 meses acumula alta foi de 13,10% - a maior entre todos os demais segmentos avaliados pelo IPV. O segundo maior alta foi registrada no grupo Artigos do Lar, cujos preços cresceram, em média, 1,6% em relação a fevereiro, enquanto no acumulado de 12 meses o grupo apresentou elevação de 10,84%. Outro setor que contribuiu para a inflação no varejo em março foi Vestuário, com altas de 1,41% no mês - e de 7,81% em 12 meses. 

As classes E e D foram as que mais sentiram a alta dos produtos em março, encerrando o referido mês com elevação de 1,19% e 1,23% do IPV, respectivamente. Por outro lado, na classe A a alta foi de 0,93%, a menor entre todas as famílias pesquisadas. IPS O Índice de Preços de Serviços (IPS) interrompeu uma série de 21 meses consecutivos de elevação e registrou leve queda de 0,07% em março no comparativo com fevereiro. Porém, em doze meses, se observa alta de 9,10%. Os grupos Habitação (-0,65%) e Comunicação (-1,9%) foram os que mais colaboraram para o recuo do IPS no mês. 

Em Habitação, o recuo de 2,62% em energia elétrica residencial contribuiu para o recuo médio de preços do segmento, que foi possível graças à troca da bandeira tarifária que vinha sendo aplicada para impor um custo adicional aos consumidores no intuito de reduzir o consumo. Em contrapartida, apresentaram alta em março os grupos: Alimentação (1,15%); Educação (0,45%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,40%). As famílias das classes A e B foram as que mais sentiram o avanço dos preços de serviços, com altas do IPS de 0,21% e 0,30%, respectivamente, no mês. Já as classes D e E foram as menos afetadas, com quedas de 0,91% e 0,89%, respectivamente. 

Para os próximos meses, a FecomercioSP estima que o aumento do desemprego deva enfraquecer a atividade econômica e colaborar para a desaceleração da inflação, especialmente para os bens semiduráveis e serviços, que são preteridos aos bens de primeira necessidade em momentos de orçamento apertado.

Fonte: Fecomércio-SP


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