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Faturamento do varejo paulista deve continuar em baixa em 2016 e expectativa é de queda de 5,1%


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Entre as 16 regiões, apenas Marília e Guarulhos devem apresentar resultado positivo (Arte TUTU)

O faturamento do comércio varejista no Estado de São Paulo deve registrar queda de 5,1% em 2016, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No próximo ano, a receita total de vendas deverá alcançar R$ 504 bilhões.

Segundo a Entidade, as sinalizações presentes indicam que o PIB tenha forte tendência a mostrar novamente, em 2016, uma queda anual, adiando a retomada da economia. Com isso, serão inevitáveis o crescimento do desemprego e o recuo da renda real, além da manutenção dos juros altos - por causa da inflação ainda elevada -, fatores que afastam o crédito dos consumidores e elevam o risco de inadimplência, apontando para mais um ano de retração do consumo.

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, esse viés negativo decorre também da ausência de um projeto formal e articulado de política econômica que permita a reversão no ciclo recessivo atual.

Entre as 16 regiões pesquisadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da FecomercioSP, apenas Marília e Guarulhos devem apresentar resultado positivo nas vendas do varejo, com crescimento de 1,4% e 2,3%, respectivamente.

Já as regiões para as quais são projetadas as piores quedas no faturamento real são Campinas e Osasco, com variações negativas de 17,5% e 11,6%.

Balanço de 2015

O comércio varejista paulista deverá encerrar 2015 com uma retração anual de 7,1% no faturamento real em relação a 2014. Em valores atualizados, a receita de vendas deverá atingir R$ 530,7 bilhões, o que caracteriza R$ 40,5 bilhões a menos que no ano anterior.

Segundo a FecomercioSP, todas as regiões devem apresentar queda no faturamento na comparação com o ano anterior. Diferentemente de 2014, quando houve uma assimetria nos resultados, neste ano a expectativa é que haja um processo generalizado de retração das vendas.

Das 16 regiões analisadas, Marília e Litoral devem registrar os melhores desempenhos em 2015. De acordo com as projeções da Entidade, a região de Marília (composta por 34 municípios) deve apresentar queda de 1,5% no faturamento, que atingirá R$ 10,8 bilhões. Já para o Litoral, composto por 23 municípios, a projeção é de retração de 3,1% em 2015 e um faturamento real estimado de R$ 18,9 bilhões.

Por outro lado, as regiões de Campinas e Osasco provavelmente fecharão o ano com os piores resultados. A região de Campinas, composta por 31 municípios, deve registrar forte queda de 15,6% em 2015 em comparação com o ano anterior, ou seja, perda de R$ 8,6 bilhões. Já a região de Osasco, que engloba 20 municípios, deve apresentar retração de 9,8% no ano, com um faturamento real de R$ 51,7 bilhões, R$ 5,6 bilhões a menos do que em 2014.

Das nove atividades analisadas pela pesquisa, apenas os setores de supermercados e farmácias e perfumarias devem evitar perdas anuais no faturamento em relação a 2014, ambos com crescimento de 2,5%, atingindo, assim, um faturamento real de R$ 175 bilhões e R$ 35,8 bilhões, respectivamente.

Por outro lado, as quedas mais agudas devem ser registradas nos segmentos de concessionárias de veículos (-16,6%) e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos (-15,1%), que devem registrar receitas de R$ 63,4 bilhões e R$ 43,9 bilhões, respectivamente.

Natal

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo devem registar queda de 7,2% em dezembro em relação ao mesmo período de 2014, e o faturamento real deve atingir R$ 53 bilhões no mês.

Entre as regiões analisadas, estima-se que Marília e Litoral apresentem os melhores desempenhos no período, apesar da variação negativa esperada. A expectativa é que as vendas apontem leve queda de 0,4% e 0,6%, respectivamente. Juntas, as regiões devem obter um faturamento real de R$ 3,1 bilhões.

Por outro lado, Osasco e ABCD devem registar os piores resultados no período, com perdas de 15% e 14,3%, respectivamente.  As receitas somadas devem alcançar R$ 7,6 bilhões.

Das nove atividades que englobam a pesquisa, as quedas mais expressivas comparadas a dezembro de 2014 devem ser observadas em concessionárias de veículos (-24,2%) e materiais de construção (-20,5%). Os únicos setores que devem alcançar variação positiva são os de farmácias e perfumarias (1,8%) e supermercados (4,9%).

De acordo com a FecomercioSP, todos os indícios apontam para a manutenção da tendência negativa de vendas em função das expectativas de deterioração dos indicadores de renda e emprego. Caso os dados se confirmem, este será o pior Natal de toda a série histórica estadual, iniciada em janeiro de 2013, e certamente um dos piores resultados da história do comércio varejista paulista nas últimas décadas.

Para a assessoria econômica da Entidade, estima-se que os valores provenientes do 13º salário destinados às compras serão 6,3% menores que o observado em 2014, resultado da queda de rendimentos, elevação do desemprego, alta da inflação e maior cautela por parte dos consumidores.


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