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Desemprego em alta e retração da economia colaboraram para manutenção da Selic em 14,25%, aponta FecomercioSP


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Pela terceira vez consecutiva, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros no atual patamar, de 14,25% ao ano. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), devem ter colaborado para a decisão o rápido aumento do desemprego e a retração acentuada da atividade econômica - a queda esperada para o PIB de 2015 já ultrapassa os 3%. 

Mesmo com a inflação ainda elevada (quase 10% em 12 meses), a pressão recente exercida pela alta do dólar e a deterioração das expectativas para a inflação do ano que vem, que já superam o teto da meta, o bom senso prevaleceu na balança do Banco Central. Afinal, diante de uma queda cada vez mais intensa da atividade econômica e da deterioração acelerada do mercado de trabalho, novas altas da taxa Selic tenderiam apenas a agravar o cenário econômico ao encarecer o crédito para endividados e aumentar ainda mais o custo da dívida pública e, consequentemente, o esforço fiscal necessário para estabilizá-la. 

Para a FecomercioSP, a autoridade monetária já foi até onde podia com o seu principal instrumento: a taxa de juros. Sem a colaboração da política fiscal, a política monetária tende a perder sua eficácia, e o País corre o risco de ter de conviver com estagnação da economia, juros altos e inflação elevada, combinação perversa que prejudica especialmente a população mais pobre e o setor produtivo, e coloca em risco as conquistas sociais obtidas na última década. 

A elevada taxa básica de juros do País é um sintoma, e não a causa dos desequilíbrios econômicos. A sua redução, portanto, será uma consequência, e não a solução para a crise. Em um momento delicado como o atual, é preciso fugir de respostas simples para problemas complexos. A gravidade da crise exige a articulação de um amplo e profundo conjunto de reformas estruturais, ainda distante da agenda política, infelizmente. Assim, mesmo diante de uma provável recessão no próximo ano, as expectativas de uma inflação novamente acima do teto da meta em 2016 devem levar o Banco Central a conservar a taxa Selic no atual patamar por um período superior ao que era esperado anteriormente, e mantido o atual cenário, a taxa básica deve ficar em 14,25% ao ano ou cair muito pouco ao longo do ano que vem.

Fonte: Fecomércio-SP


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