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Endividamento atinge 62% das famílias brasileiras em 2014


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Dados são da quinta edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, realizada pela FecomercioSP com base em informações do Banco Central, IBGE e CNC
(Arte/TUTU)

Em 2014, a proporção de famílias endividadas no Brasil recuou em relação a 2013, mas apesar dessa pequena queda, no período, houve acréscimo no número de famílias com algum tipo de dívida. O valor mensal dessas pendências também aumentou. É o que aponta a quinta edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A pesquisa traz dados de 2012, 2013 e 2014, com base em informações do Banco Central do Brasil, IBGE e da CNC.
 
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda no endividamento indica que as famílias brasileiras preservaram seus gastos em tempos de incertezas e ficaram mais cautelosas em relação a empréstimos e aquisição de bens duráveis. Por outro lado, a política monetária de elevação da taxa de juros adotada pelo Banco Central visando o controle inflacionário resultou em expressivos aumentos no custo dos empréstimos, principalmente para pessoas físicas, e impediu uma queda maior.
 
Os economistas da FecomercioSP alertam que o ciclo de expansão do consumo observado nos últimos anos se encerrou. O descontentamento da sociedade diante da atual conjuntura econômica derrubou os indicadores de confiança tanto de consumidores quanto de empresários aos menores patamares históricos. A retomada da confiança depende da manutenção do emprego e da renda, ao lado de uma inflação mais controlada.

Veja os dados separados por região: Centro-OesteNorteNordeste e Sul.

São Paulo reduz dívida em 6%
O valor mensal de dívidas das famílias em 2014 na cidade de São Paulo caiu na comparação com o valor do ano anterior. Segundo a Entidade, os dados vão ao encontro à forte retração registrada no comércio de bens duráveis vista nas pesquisas da FecomercioSP e indicam a baixa confiança dos paulistanos tanto em relação às suas condições presentes, como em termos de expectativas a médio e longo prazos que começaram a prevalecer desde o ano passado.

O infográfico abaixo mostra com mais detalhes os dados da pesquisa:


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