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Alta do dólar afeta diretamente os preços dos bens essenciais


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Somente nos nove primeiro meses do ano, a alta da moeda norte-americana já ultrapassa os 50%, e o quadro ainda pode se agravar (Arte/TUTU)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avalia que a forte alta do dólar  que chegou a R$ 4,15 hoje - afetará diretamente preços de alguns bens essenciais com peso relevante no orçamento dos brasileiros. Diante do cenário de crise econômica e instabilidade política que o Brasil enfrenta atualmente, a tendência é de alta da cotação da moeda americana.
 
De acordo com a assessoria econômica da Federação, somente nos nove primeiro meses do ano, a alta da moeda norte-americana já ultrapassa os 50%, e o quadro ainda pode se agravar caso a nota de risco do País venha a ser rebaixada por outra agência internacional. O efeito da alta do dólar também já deve ser sentido a curto prazo sobre os preços dos produtos tradicionalmente importados, como azeite, vinhos e peixes (com destaque para o bacalhau e o salmão). Além disso, quase metade do trigo consumido no País é importado. Por se tratar da principal matéria-prima na produção de pães e massas, também é de se esperar que ao menos parte dessa alta no custo seja repassada aos preços dos produtos.
 
Alguns itens, mesmo que produzidos no Brasil, são cotados em dólar no mercado internacional e também devem ficar mais caros. É o caso da soja, do milho e do café, por exemplo. Para o produtor, com o real desvalorizado, pode ser tornar mais vantajoso exportar do que vender no mercado interno. Com a oferta menor, portanto, os preços devem subir; o mesmo raciocínio vale para a carne. Segundo dados do Índice de Preços do Varejo (IPV), da FecomercioSP, o preço do pão francês, por exemplo, já acumula alta de 7,81% em 12 meses até agosto, enquanto os preços das carnes (também afetados por fatores climáticos) já subiram, em média, 17,42%.
 
Para a Federação, a alta dos preços de fertilizantes e defensores agrícolas, em grande parte importados, também pode elevar o custo da produção e chegar aos bolsos do consumidor. Já os cosméticos também podem ficar mais caros, já que algumas matérias-primas utilizadas na produção também são importadas.
 
O segmento de eletrônicos também costuma ser atingido, uma vez que a maior parte dos televisores, computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos é apenas montada no Brasil, tendo boa parte de seus componentes importados. O efeito da alta do dólar, porém, ao menos nestes casos, deve demorar a chegar ao bolso do consumidor - pelo menos nos casos dos itens produzidos aqui. Segundo pesquisa com dados de setembro divulgada recentemente pela FecomercioSP, quase 50% dos empresários do comércio de bens duráveis (49,4%) dizem estar com estoques acima do desejado. E os produtos estocados, adquiridos em um momento em que a taxa de câmbio estava mais baixa, não sofrerão os efeitos da alta da moeda americana.
 
A FecomercioSP salienta que, diante da crise econômica, a capacidade de repassar aumentos de custos para os preços do varejo é cada vez mais restrita e depende das características de cada mercado, tendendo a ser maiores no caso de bens essenciais, como alimentos. Já os setores de bens semiduráveis e duráveis tendem a enfrentar mais dificuldades para repassar aumentos de custos.
 
O impacto mais visível da desvalorização do real é o encarecimento das viagens internacionais, já com impactos sobre a demanda do setor. Dados recentemente divulgados pelo Banco Central mostram uma queda de 46% nos gastos dos brasileiros no exterior em agosto quando comparado ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, a Entidade ressalta que o aumento do dólar tende a favorecer as exportações nacionais e estimular a produção da indústria brasileira.

Fonte: Fecomércio-SP


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