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Índice de estoque do comércio varejista paulistano recua 4,7% em setembro e bate novo recorde negativo, aponta FecomercioSP


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De acordo com a FecomercioSP, as vendas no varejo têm surpreendido negativamente até mesmo as apostas mais pessimistas
(Arte/TUTU)

As sucessivas quedas no faturamento do comércio varejista têm influenciado diretamente a percepção dos empresários da Região Metropolitana de São Paulo com relação aos seus estoques. Em setembro, 38,7% dos comerciantes consideraram os estoques acima do adequado, aumento de 1,4 ponto percentual na comparação com o mês anterior. Com isso, o indicador que mede o nível de adequação dos estoques recuou 4,7% no mês e atingiu 91,0 pontos, o menor valor já registrado pela série histórica, iniciada em junho de 2011. Na comparação com  setembro do ano passado, o recuo foi de 16%. 
 
Os dados são do Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos 100 pontos é o limite entre inadequação e adequação.
 
De acordo com a FecomercioSP, as vendas no varejo têm surpreendido negativamente até mesmo as apostas mais pessimistas. O resultado de julho do indicador de estoque (115,9 pontos) nada mais representou do que um ponto fora da curva dentro da trajetória negativa da economia. Essa situação faz com que a distância entre estoques acima e abaixo do adequado volte aos patamares recordes e reduz sobremaneira as perspectivas de retomada das encomendas junto a fornecedores no curto prazo. 
 
Para a assessoria econômica da Entidade, o planejamento de compras junto aos fornecedores deve ser de grande conservadorismo, e os varejistas devem melhorar a gestão,  rever o planejamento, cortar gastos e buscar aumento na produtividade. Mesmo com a proximidade do Natal, é provável a continuidade de promoções e queimas generalizadas de estoques. Contudo, o risco dessas estratégias é reduzir significativamente o capital de giro das empresas e comprometer a saúde financeira das companhias ao longo dos próximos meses.
 
Especial para a edição de setembro: Bens duráveis, semiduráveis e não duráveis
O setor de bens duráveis (automóveis, eletroeletrônicos, móveis, entre outros) é o que mais vem sofrendo com a queda das vendas e o excesso de estoques. Em setembro, 49,4% dos empresários consideraram os estoques acima do adequado, um crescimento de 12,1 pontos percentuais se comparado com o mesmo período do ano passado. Já com relação aos semiduráveis e não duráveis, a proporção de varejistas com estoques inadequados atingiu 28,6% e 30,5%, respectivamente.
 
Segundo a FecomercioSP, os juros altos e a maior seletividade dos bancos, além da mudança no comportamento de compra dos consumidores - que estão muito mais cautelosos e priorizam a aquisição de itens essenciais, como produtos de supermercado e farmácia - foram as principais da queda expressiva das vendas de bens duráveis, o que explica os estoques mais elevados do setor.

Fonte: Fecomércio-SP


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