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Vendas em maio recuam 5,9% na comparação com o ano passado


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Ciclo negativo indica ainda que a confiança dos consumidores está abalada em relação à capacidade de recuperação da economia a curto prazo (Arte/TUTU)

O faturamento real do comércio varejista estadual em maio atingiu R$ 44,1 bilhões, queda de R$ 2,8 bilhões (ou 5,9%) na comparação com o mesmo mês de 2014. As informações são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

A explicação, segundo a assessoria econômica da Federação, é a crise econômica que o País atravessa, que tem corroído o poder de compra do consumidor. Ainda segundo a Entidade, este ciclo negativo do comércio varejista paulista indica, sobretudo, a confiança abalada dos consumidores em relação à capacidade de recuperação da economia a curto prazo. Isso, ainda, significa possíveis indícios de que os sucessivos desempenhos ruins dos demais segmentos produtivos estão provocando impactos sensíveis sobre a renda e o emprego das famílias.

Confira no infográfico abaixo os principais destaques de maio de 2015:












































































Veja também o desempenho do varejo na região de Bauru:

Vendas do comércio varejista da região de Bauru têm queda de 6,1% em maio

Em maio, as vendas do comércio varejista da região de Bauru caíram 6,1% na comparação com o mesmo mês de 2014 e registraram o faturamento de R$ 1,3 bilhão.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Das nove atividades analisadas, sete apresentaram queda em comparação com mesmo período do ano passado. Entre elas, as maiores variações negativas obtidas foram nos segmentos: Concessionárias de veículos (-22%), com impacto de 3 p.p.; Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-15,5%), com impacto de 1,1 p.p. e Lojas de móveis e decoração (-13,3%), com -0,1 p.p. de contribuição.

No sentido contrário, os únicos setores que mostraram leve avanço foram o de Farmácias e perfumarias (4%), com 0,3 p.p. de contribuição e Autopeças e acessórios (0,5%).

Desempenho estadual

O agravamento do cenário econômico pressionou o mau desempenho do comércio varejista do Estado de São Paulo em maio. O faturamento real atingiu R$ 44,1 bilhões, queda de 5,9%, o que significa R$ 2,8 bilhões a menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, a crise econômica que o País atravessa tem corroído o poder de compra do consumidor, que direciona a renda apenas para a compra de bens alimentícios e essenciais, como remédios, pois apenas as atividades de supermercados e farmácias conseguiram registrar pequenos crescimentos em 2015.

Ainda segundo a Entidade, este ciclo negativo do comércio varejista paulista indica, sobretudo, a confiança abalada dos consumidores em relação à capacidade de recuperação da economia a curto prazo. Isso, ainda, significa possíveis indícios de que os sucessivos desempenhos ruins dos demais segmentos produtivos estão provocando impactos sensíveis sobre a renda e o emprego das famílias.

Das nove atividades pesquisadas, sete apresentaram retrações em relação a maio de 2014, das quais três mostraram quedas expressivas de dois dígitos: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-24,1%); concessionárias de veículos (-21,2%) e lojas de móveis e decoração (-14,3%). Em conjunto, o impacto negativo foi de 5,4 pontos porcentuais para o resultado geral.

No sentido oposto, apenas os segmentos ligados a bens essenciais, de primeira necessidade e que independem de crédito, conseguiram mostrar aumento de vendas no mês: supermercados (2,7%) e farmácias e perfumarias (1,9%), taxas que juntas contribuíram para aliviar a queda em 0,9 p.p.

Expectativa

Em junho, a FecomercioSP estima nova queda nas vendas para o Estado de São Paulo ao redor de 2%. Em 2015, as projeções da Entidade apontam para uma queda anual acumulada de 5%.

Para a Federação, a alta da inflação, do desemprego e dos juros são aspectos que acabam delineando de forma negativa os prognósticos tanto a curto quanto a médio prazos para a economia. O baixo crescimento e a redução da renda também contribuem para o baixo nível de confiança dos consumidores, elemento essencial na decisão de compra pelas famílias.

Fonte: Fecomércio-SP


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