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Pesquisa mostra que 79% dos brasileiros parcelam compras


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Compras no crédito é a única forma de adquirir bens para a maioria dos entrevistados (Arte/Tutu)

Em um quadro de inflação, juros e desemprego em alta e de baixo crescimento econômico, está cada vez mais difícil para o brasileiro equilibrar o orçamento. Mesmo com o poder aquisitivo menor, as famílias, geralmente, tentam manter o padrão de consumo e, para isso, optam por parcelar compras de itens que não conseguiriam pagar à vista.

Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que 79% dos entrevistados costumam realizar compras parceladas, com ou sem juros. Entre os produtos mais comprados de forma parcelada, destacam-se roupas (32%) e eletrônicos (28%). Foram ouvidas 642 pessoas nas 27 capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais.

De acordo com o levantamento, o número médio de parcelas na modalidade sem juros é de 6,3. Além disso, 46% dos entrevistados declararam não ter medo de longos parcelamentos. Outro ponto interessante da pesquisa está relacionado ao crédito: 28% dos entrevistados consideram ruim o não parcelamento de compras, enquanto 64% apontam que o crédito é a única forma de adquirir os bens que desejam. Para 46% dos entrevistados, a preferência pelo parcelamento está relacionada ao baixo valor da prestação, o que, segundo eles, permite comprar mais.

Também foi identificado que 64% dos consumidores com o hábito de parcelar compras ainda possuem prestações a serem pagas. Em média, eles levarão quase nove meses para quitar os compromissos assumidos.

Por fim, a pesquisa aponta que 13% dos entrevistados tiveram o acesso ao crédito negado em alguma loja em que já haviam comprado antes, nos últimos três meses. Segundo 67% dos entrevistados que tiveram o crédito negado, o principal motivo da recusa foi a inadimplência ou o nome listado em serviços de proteção ao crédito. Não ter conta em banco (13%), a falta de comprovação de renda (11%) e ganhos insuficientes (9%) são outras razões para a restrição.

Apesar da aparente confiança na realização de compras parceladas, o consumidor precisa ficar atento aos juros cobrados na contratação dos financiamentos. Como os juros do cartão de crédito rotativo e do cheque especial são extremamente elevados, é recomendável que os consumidores busquem linhas de crédito em bancos comerciais com melhores condições.

Fonte: Fecomércio-SP


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