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Plano de negócios e marketing eficiente são essenciais para um e-commerce de sucesso


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Erro comum cometido por iniciantes é subestimar a complexidade da operação, apontam especialistas
(Arte/TUTU) - 
Por Jamille Niero

Antes de iniciar um e-commerce, o empreendedor deve pensar em quatro pontos principais. Os dois primeiros são: experiência e afinidade com o mercado. Os restantes são planejamento (estudos de viabilidade e análise de mercado) e conhecimentos em marketing digital.

“Se ele (empreendedor) quer iniciar um e-commerce de eletrônicos, por exemplo, e já trabalhou nesta área ou já tem uma loja off-line, as chances de sucesso aumentam muito, porém, se ele não tem essa experiência, mas tem grande afinidade com esses produtos, gosta de utilizar, de ler sobre o assunto, conhece as diversas marcas, os produtos disponíveis, etc, ele fará isso com prazer. Então mesmo não tendo experiência prática, sua paixão por esse mercado vai ajudá-lo a buscar conhecimento e capacitação na área que escolheu”, aponta o consultor e professor de marketing digital Olimpio Araujo Júnior.

Segundo o especialista, outro fator que colabora para o sucesso do e-commerce é ofertar produtos e serviços que sejam diferenciados. Se não for possível inovar no produto, o ideal é inovar nos processos envolvidos: venda, comunicação, entrega e pós-venda.

Para o professor de e-commerce da faculdade Impacta, Daniel Cardoso, um erro comum que a maioria dos empreendedores iniciantes no e-commerce comete é subestimar a complexidade da operação. “Hoje é mais fácil colocar uma loja virtual no ar. Há plataformas gratuitas e diversos tutoriais pela internet, mas nem sempre pensam no plano de negócios, se o produto terá aderência na internet, se já tem uma loja física, como vai integrar com a loja virtual e se o portfólio precisa ser diferente”, destaca. 

O empreendedor deve levar em conta que o e-commerce é, antes de tudo, uma empresa. Para isso, é preciso de gestão financeira e de pessoas, logística, vendas, pós-vendas, comunicação e marketing. “Se a ideia for de um novo negócio, deve-se levar em conta o mesmo que se fosse abrir um negócio físico: qual produto será comercializado, o perfil do cliente, os custos envolvidos (frete e armazenagem) e a margem pretendida”, aponta o coordenador do Curso de Administração do Complexo Educacional FMU, Henry Kupty. 

No caso do e-commerce, o marketing virtual é um fator que merece atenção. Saber utilizar instrumentos como email marketing e link patrocinado, por exemplo, ajudam na ampliação desse alcance. “É diferente de uma loja física, que em alguns casos basta estar em bom ponto comercial para conquistar clientes e ter boas vendas. Para os pequenos e médios que entrarem na internet, não basta só estar ali. Se não tiver um conteúdo relevante que o Google o indexe nas buscas, fica escondido”, observa Cardoso. 
                                                                                                                                       
Parcerias 
Ter bons fornecedores e se possível até mesmo exclusividade em produtos é muito importante para o sucesso. De acordo com Araujo Júnior, muitos e-commerces funcionam em parceria com lojas off-line já existentes, mas que não atuavam na web. O empreendedor digital entra com todo o trabalho de desenvolvimento do site, comunicação, marketing e atendimento on-line, gerando vendas, e a loja entra com a gestão financeira, logística e estoque de produtos. “Assim, ambos ganham e cada um mantém o foco em sua expertise”, comenta.

Kupty, da FMU, ressalta ainda que o empreendedor deve decidir quais processos serão internos e quais serão terceirizados – criação; hospedagem e manutenção do site; armazenamento dos produtos; distribuição física; atendimento e cobrança.

Parceiros de conteúdo (como blogueiros, por exemplo) e outras lojas que vendem produtos que complementam os comercializados pelo e-commerce são boas opções para incrementar as vendas, frisa o professor da Impacta. Por exemplo: se o e-commerce é especializado em roupas para cachorro, é válido procurar uma loja que venda produtos para animais de forma mais ampla e propor alguma parceria estratégica, com um produto que complemente, como uma roupinha exclusiva.  Já os parceiros de conteúdo, como blogueiros que falem para o público-alvo, podem receber produtos em primeira mão. “Uma terceira opção, para quando o e-commerce já tiver um fluxo de pedidos interessante, são os grandes market places – como o ebay, por exemplo – que operam “acoplando” o e-commerce a sua estrutura e funcionando como uma vitrine”, acrescenta Cardoso. 

Ainda na modalidade market place, plataformas que oferecem a estrutura para vários vendedores (como Mercado Livre e OLX, por exemplo) pode ser também uma boa opção para o empreendedor que não quer montar inicialmente uma estrutura mais robusta. Nesses espaços, que costumam já ter um bom fluxo de clientes, ele pode “testar” como será aceitação dos seus produtos e o tamanho da demanda. 

Vale lembrar que estudar o mercado que ele pretende ingressar e as engrenagens do e-commerce é sempre o primeiro passo para abrir o negócio. Também é preciso ficar atento à segurança dos clientes, providenciando soluções que garantam a realização das transações de forma segura e evitando fraudes. Como toda empresa, é necessário ficar atento à legislação vigente. No caso de e-commerce, a estrutura do negócio deve ser capaz de atender o cliente nas devoluções (a legislação define que o consumidor tem o direito de devolver sem custo a mercadoria em até sete dias do recebimento para compras não presenciais). 

Outra regra aprovada recentemente é referente ao ICMS. A PEC 197/2012 define o compartilhamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre o Estado de origem e o de destino. Já o decreto 7962/2013 estipula que as lojas online devem exibir em local facilmente localizável o CNPJ da empresa ou o CPF da pessoa responsável, informar o endereço físico onde possam ser encontrados ou o endereço eletrônico para que possam ser contatados, entre outros pontos.

Fonte: Fecomércio-SP


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