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Geração de emprego no varejo tem pior início de ano desde 2007


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(Foto: Creative Commons)

No mercado de trabalho brasileiro, o comércio varejista representa o segundo maior estoque de trabalhadores formais, atrás apenas da administração pública. Em março de 2015, o varejo empregava 7,9 milhões de trabalhadores formais em todo o País – 16,1% do total de postos de trabalho no Brasil. No mesmo mês, na administração pública, havia 9,3 milhões de pessoas com carteira assinada – 19% do volume geral.

O quadro da geração de empregos, no entanto, preocupa. Como pode ser observado no gráfico abaixo, desde 2007, quando foi possível estratificar dados do Ministério do Trabalho pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), a pior geração de empregos com carteira assinada foi registrada em 2014, tanto no País quanto no Estado de São Paulo.

Ao fazer uma comparação com o ano de 2010, que registrou os maiores números no Brasil e em São Paulo, a geração de empregos no varejo em 2014 recuou 72,5% no País e 80% no Estado.

Cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que a geração de empregos no varejo brasileiro registrou saldo negativo de 129.820 no primeiro trimestre de 2015 – o pior desempenho desde 2007, quando houve alta de 12.039 postos. 

Embora seja comum a fraca geração de vagas no comércio varejista nos primeiros três meses do ano, em razão da dispensa dos trabalhadores contratados temporariamente para Natal, Réveillon e “saldões” de janeiro e por haver fraca receita de vendas, já que não há nenhuma data especial e também, no início do ano, o custo das famílias é bastante elevado com impostos, matrículas escolares etc, nunca se viu tamanha redução do quadro formal de trabalhadores como no começo de 2015.

Das 10 atividades do varejo brasileiro analisadas, todas apresentaram saldos negativos de emprego no primeiro trimestre de 2015. O pior resultado foi verificado nas lojas de vestuário, tecido e calçados, responsáveis por quase 2/3 de todo o resultado negativo do setor: foram 82.469 desligamentos a mais do que admissões no período. A atividade supermercadista obteve o segundo pior resultado, com retração de mais de 15 mil vagas.

Ao considerar apenas os números do Estado de São Paulo, os resultados estão em consonância com os do País. A perda de empregos formais no varejo paulista em 2015 foi a maior já registrada para o primeiro trimestre. Os mais de 34,5 mil vínculos perdidos são 43% maiores do que o resultado verificado no mesmo período de 2014.

Assim como no Brasil, a atividade com maior participação no saldo negativo do primeiro trimestre estadual foi a de lojas de vestuário, tecido e calçados, com redução de 20.939 vagas – 60% do total.

No primeiro trimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, foram quase 40 mil postos de trabalho perdidos a mais no País – 10 mil apenas no Estado de São Paulo.

As incertezas quanto à capacidade de crescimento sustentável de emprego e de renda minam tanto a confiança das famílias quanto a dos empresários.

As decisões empresariais de contratação de menos funcionários e até de desligamentos estão diretamente relacionadas à queda no consumo das famílias, que, pressionadas pelo quadro inflacionário e pela maior seletividade para aquisição de linhas de crédito, veem o enfraquecimento do seu poder de compra.

Diante desse quadro, são esperados, ao longo deste ano, novos números negativos em relação aos empregos no varejo.

Fonte: Fecomércio-SP


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