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Índice de estoques no comércio tem queda de 4,5% em abril, aponta FecomercioSP


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Índice de Estoques (IE), da FecomercioSP, capta percepção dos comerciantes sobre volume de mercadorias estocadas nas lojas
(Foto: Creative Commons)

O indicador que mede a percepção dos empresários em relação ao nível de estoques do comércio na região metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou, em abril, queda de 4,5%, ao passar de 103,9 pontos em março para 99,2. No comparativo anual, a retração foi ainda mais acentuada: 12%. 

Os dados são do Índice de Estoques (IE), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A proporção de empresários que considera o seu estoque elevado demais é de 35,5%, a maior desde junho de 2011, quando a pesquisa começou a ser realizada. O recorde anterior havia sido atingido em dezembro do ano passado (30,8%). Por outro lado, houve queda da proporção de empresários que percebem seus estoques abaixo do adequado de 15,6% em março para 14,6% em abril.

Para a Entidade, a situação dos estoques piorou por conta do aumento da proporção de empresários que acreditam ter estoques em excesso. Com isso, o final do ciclo de estoques, hipótese que havia sido aventada a partir dos resultados de janeiro e fevereiro, na realidade está longe de acabar e cada vez mais distante de uma solução. Adicionalmente, a desaceleração da economia e das vendas no varejo parece ter se acentuado, o que reduz a confiança dos empresários que certamente terão que reajustar os estoques para baixo.

A Federação reforça que enquanto não houver sinais de controle da inflação, a tendência é que o consumidor fique mais conservador. A queda nas vendas desanima os varejistas e torna o giro de estoques lento e custoso para as empresas. Sem contar que o custo de carregar o estoque está se elevando há mais de meio ano, com a alta continuada dos juros bancários. Ao mesmo tempo, a inadimplência das pessoas jurídicas está crescendo, confirmando o mau momento pelo qual passam as empresas no País.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, a economia brasileira atravessa um dos piores momentos dos últimos 20 anos, principalmente para o varejo que se habituou às altas taxas de crescimento, motivadas pela nova classe média - exatamente o mesmo grupo da população mais atingido pela alta dos preços e desemprego. Com isso, é pouco provável que haja recuperação em 2015.

Desde 2013 a Entidade antecipou que o modelo de crescimento baseado no consumo estava em esgotamento e as vendas da Páscoa, abaixo do esperado, reforçam ainda mais a sensação de desconforto e a queda de confiança de empresários e consumidores. Para a Federação, a recuperação não se iniciará antes que se convençam os agentes econômicos de que o País conseguirá fazer os ajustes políticos e macroeconômicos.

Fonte: Fecomércio-SP


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