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Faturamento do comércio paulista recua 2,8% em 2014, aponta FecomercioSP


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No ano, piores resultados vieram das concessionárias de veículos e das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos; melhores desempenhos de 2014 foram observados em farmácias e perfumarias, combustíveis e supermercados (Foto: Pixabay/Public Domain)

O comércio varejista paulista encerrou 2014 com retração de 2,8% no faturamento real na comparação com 2013, alcançando vendas totais de R$ 530,6 bilhões. No ano, os maiores resultados negativos vieram das atividades que comercializam bens duráveis dependentes de crédito, com maior ênfase nas concessionárias de veículos e nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos. Os dois segmentos apresentaram retrações anuais acima de 16%. Por outro lado, os melhores desempenhos no ano foram observados nos setores ligados aos bens essenciais, como farmácias e perfumarias (6,5%), combustíveis (dentro do segmento outras atividades, com alta de 4,3%) e supermercados (2,2%).

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Na avaliação da assessoria econômica da FecomercioSP, a inflação crescente e concentrada em alimentos e serviços essenciais, ao lado de um cenário econômico com crescimento cada vez menos promissor - dois elementos que ameaçam a manutenção de renda e emprego - minaram gradativamente a confiança dos consumidores e empresários desde o fim de 2013. Com isso, as famílias reduziram o consumo de bens dependentes de crédito, já que esse tipo de aquisição depende muito do nível de confiança do comprador em relação à sua renda e emprego, pois compromete o orçamento futuro.

Diante desse cenário, e com a tomada de medidas contracionistas, não é possível antever o início de um ciclo de recuperação do consumo nos próximos meses. Dados já disponíveis da produção industrial, de desemprego, crédito e vendas de automóveis apontam para a continuidade de queda nas vendas em janeiro de 2015.

Estimativas da assessoria econômica da FecomercioSP apontam no momento que o comércio em 2015 tende a mostrar nova retração de vendas com taxa de queda ao redor de 2%.

Resultado mensal
Na análise da receita apurada apenas em dezembro de 2014, as vendas do varejo paulista registraram queda de 4,6% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, somando um valor de R$ 52,9 bilhões.

No mês, oito das dez atividades pesquisadas registraram queda nas vendas na comparação com dezembro de 2013. Os maiores destaques negativos foram vistos nos setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-14,3%); de lojas de móveis e decoração (-9,6%); e de concessionárias de veículos (-9,2%). Essas três atividades, juntas, contribuíram com 3,3 pontos porcentuais para a queda do varejo total, de 4,6% no mês. Resultados positivos ficaram restritos apenas às farmácias e perfumarias (4,4%) e às lojas de departamentos (0,6%).

As taxas mensais negativas foram registradas em 14 das 16 regiões do Estado e, em termos anuais, foram detectadas quedas em 12 regiões e crescimento residual em apenas quatro delas. Tanto na variação mensal quanto na anual, a região do ABCD liderou negativamente o ranking geográfico, com quedas de 11% no mês e de 8,1% no ano.


Fonter: Fecomércio-SP


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