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Governo: Popularidade em queda


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Crises derrubam avaliação dos governos federal, estadual e municipal
Instituto Datafolha divulgou a primeira pesquisa de 2015 sobre a popularidade dos governantes

A avaliação dos governos federal, estadual e municipal registrou queda em todos os níveis de acordo com a primeira pesquisa do Instituto Datafolha de 2015. O mau momento da economia e a persistência da inflação elevada somados à enxurrada de notícias negativas no início do ano, como aumento das tarifas de transporte público, de impostos e cortes de benefícios trabalhistas e previdenciários, além da intensificação da crise hídrica e energética, tiveram impacto direto na opinião da população sobre o desempenho da administração pública.

Governo federal
Os dados divulgados em fevereiro apontam que apenas 23% dos entrevistados avaliaram o governo de Dilma Rousseff como ótimo ou bom, ante 42% da pesquisa anterior, de dezembro de 2014 – uma queda expressiva de 19 pontos porcentuais.

No primeiro mandato da presidente Dilma, a avaliação do governo alcançou porcentuais positivos nos dois primeiros anos: o porcentual dos que consideravam o governo ótimo ou bom passou de 47% em 2011 para 65% em março de 2013. As manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus em várias capitais do país em meados de 2013, entretanto, derrubaram a avaliação do governo para 30% em junho daquele ano. Já em 2014, mesmo com a deterioração dos indicadores econômicos, a avaliação positiva do governo voltou a crescer, com 42% de ótimo ou bom em dezembro.

Agora, na primeira avaliação do segundo mandato de Dilma, apenas 23% consideram o governo ótimo ou bom. Em contrapartida, o porcentual de entrevistados que avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 24% em dezembro de 2014 para 44% em janeiro de 2015. O número dos que acham a administração federal regular permaneceu em 33% na última avaliação.

A queda da popularidade do governo Dilma está diretamente atrelada ao escândalo da Petrobras e à piora na expectativa em relação à economia do País, com o aumento dos preços sem sinais de trégua e juros sem perspectivas de redução no curto prazo em função da inflação. Também deve ter pesado negativamente na percepção dos entrevistados o anúncio das medidas de ajuste das contas do governo.

Governos estadual e municipal
No Estado de São Paulo, a popularidade do governador Geraldo Alckmin também caiu, de 48% em outubro de 2014 para 38% em fevereiro de 2015. No mesmo período, o porcentual daqueles que avaliaram a administração estadual como ruim ou péssima saltou de 13% para 24%. Para 36% dos entrevistados a gestão de Alckmin foi considerada regular, contra 34% no levantamento anterior.

Na capital paulista, a avaliação do prefeito Fernando Haddad apresentou queda em fevereiro de 2015 na comparação com setembro de 2014. O porcentual dos que consideravam a administração municipal ótima ou boa caiu de 22% para 20% no período. Dos entrevistados no mês de fevereiro deste ano, 44% consideram a gestão de Haddad ruim ou péssima, ante 28% em setembro de 2014.

A crise hídrica, que afeta principalmente a região metropolitana, pode ser considerada o item principal para a queda na avaliação dos governos estadual e municipal. O aumento da tarifa de transporte público também é apontado como fator importante para a queda de popularidade de ambos.

O momento de incertezas vivido no Brasil abala a confiança da população nos governantes. Diante disso, consumidores e investidores estão cautelosos em relação à realização de novas compras e de novos investimentos, à espera de sinais mais positivos quanto ao futuro do País nos próximos meses.

CRISE
Cenário econômico

Confiança de consumidores, empresários e analistas cai mais do que o esperado
Perspectiva a respeito do desempenho econômico do Brasil piora desde o início de 2015

As expectativas de consumidores, empresários e analistas em relação ao desempenho econômico do País estão cada vez piores desde o início do ano. É o que mostram pesquisas de entidades como a FecomercioSP, que apura mensalmente o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), e o boletim Focus, do Banco Central, que mostra semanalmente as perspectivas dos agentes econômicos a respeito dos principais indicadores do País, como PIB, juros, inflação e produção industrial.

Enquanto empresários e consumidores colecionam recordes seguidos de confiança em baixa, analistas reduzem as estimativas de crescimento do PIB e elevam as projeções da inflação e dos juros. A deterioração – mais profunda e rápida do que o esperado – ocorre devido a alguns processos que se tornam mais evidentes.

O primeiro deles e mais preocupante, segundo os analistas, é a crescente fragmentação da base política de apoio do governo no Congresso. O governo não tem hoje uma maioria garantida em todas as votações – ao contrário, tem sido derrotado com muita frequência. Essa fragilidade indica redução gradativa da governabilidade, o que, em síntese, pode inviabilizar a aprovação de propostas de ajuste fiscal da equipe do ministro Joaquim Levy. Os analistas acreditam que, caso isso ocorra, o Banco Central terá de elevar ainda mais os juros, os empresários restringirão ainda mais os investimentos e o câmbio se desvalorizará além do patamar atual, o que pressionará preços importantes.

Para os empresários, especialmente do comércio, a redução do crédito e do consumo é cada vez mais preocupante. Já se esperava um ano fraco, mas as vendas estão muito abaixo do previsto. Com isso, começam a sobrar imóveis comerciais para locação, além de ruas de comércio mais vazias. Aparentemente, poderá haver redução de postos de trabalho no setor de comércio neste ano – algo que não ocorre há mais de uma década.

Para os consumidores, o que mais assusta é a materialização lenta e gradual da piora das perspectivas de emprego. Quem está empregado sente dificuldade para se reposicionar e também percebe um aumento do risco de perder sua posição; quem não está empregado vê obstáculos para voltar ao mercado de trabalho.

O problema é o círculo vicioso que se cria: menos compras, menores investimentos, redução da geração de postos de trabalho, o que realimenta o freio no consumo. Juros e tributos mais altos contribuem para o cenário negativo.

Quebrar esse padrão é o desafio da equipe econômica atualmente. É possível, mas o ambiente político deteriorado e a popularidade em queda do governo reduzem o espaço para manobras – impopulares – no intuito de recolocar o Brasil nos trilhos do crescimento. Diante desse quadro, é fundamental acompanhar atentamente as projeções de analistas e os indicadores de confiança ao longo do ano.

INVESTIMENTOS
Estímulo à expansão

Brasil precisa priorizar estímulo à expansão dos investimentos
Ações efetivas e transparentes capazes de atrair e estimular o investimento privado são imprescindíveis ao País

O Brasil não pode mais adiar políticas e estímulos à expansão dos investimentos, principalmente, nos setores de infraestrutura. O governo, com as contas deterioradas e os ajustes no campo fiscal em andamento, tem pouco ou nenhum espaço para investir. Por isso, precisa implementar ações efetivas e transparentes, capazes de atrair e estimular o investimento privado.

A política governamental recente privilegiou ações e instrumentos de estímulo ao consumo, mas sem a devida preparação para o crescimento sustentado. Historicamente, o Brasil se caracteriza como país onde são tímidos os investimentos, públicos e privados, em relação ao PIB, por exemplo. Os indicadores sempre revelam baixas propensões a poupar e a investir.

No entanto, agora é fundamental que governos e classe política se conscientizem de que o empreendedor, o investidor e o capital privado se submetem aos riscos inerentes aos negócios, aos mercados em que atuam e à concorrência, mas não aceitam a ausência de regras estáveis e de transparência nas relações entre os agentes.

Nesse processo, as autoridades devem se preparar tecnicamente e politicamente para evitar desencontros nos programas de concessões e na implementação de parcerias público-privadas, levando em consideração o papel das agências reguladoras. Criadas nos anos 1990, as agências têm como objetivos a regulação e a fiscalização de atividades públicas entregues à execução ou exploração pelo setor privado, de forma a evitar que empresas adotem práticas ou cometam abusos em suas ações, além de assegurar a qualidade dos serviços prestados à coletividade.

Porém, a importância desses órgãos tem sido comprometida, sobretudo em seu papel técnico, em função de disputas políticas que afetam os critérios utilizados no preenchimento de suas vagas. Metade das agências reguladoras funciona com seus quadros incompletos, diretorias interinas, presidências improvisadas, em razão de indefinições e morosidade na composição de seus quadros.

O cenário é grave e precisa ser revertido, pois representa um desestímulo ao investidor privado, que depende da regulação dos setores em vias de licitação e da segurança jurídica dos contratos, e um desafio para as autoridades governamentais, empenhadas em restaurar a confiança do setor empresarial na economia e em preparar as bases para o avanço do investimento privado.

TERMÔMETRO

Fonte: Fecomércio-SP


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