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Falta de mão de obra especializada é principal entrave para Big Data


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O conjunto de soluções tecnológicas para extrair de um grande volume de dados possíveis estratégias de negócio, o chamado Big Data, tem atraído a atenção de empresas que buscam criar novas oportunidades a partir das informações captadas. No Brasil, a demanda pela tecnologia tem seguido o ritmo do exterior, segundo apontam especialistas. Mas algumas barreiras impedem um crescimento mais acelerado do uso das soluções nas empresas.

Para o CEO da BigData Corp, Thoran Rodrigues, a mão de obra é o principal entrave no País. "A primeira barreira que temos é a de mão de obra. Um trabalho de Big Data exige mão de obra consideravelmente especializada. Não basta ser programador. O profissional precisa ter conhecimentos de diversas áreas complementares para desenvolver o trabalho e ser um cientista de dados", sinaliza.
 
O coordenador dos cursos de MBA da FIAP, Celso Poderoso, concorda com Rodrigues. "Falta mão de obra. A tecnologia usada pra trabalhar com Big Data não é algo que fuja do controle ou que seja uma novidade com alta complexidade. São sistemas relativamente simples, com arquitetura conhecida, mas o que falta é gente especializada para trabalhar com isso", explica.
 
Para reverter o problema, Poderoso sugere que as empresas busquem internamente profissionais que possam desenvolver as habilidades para lidar com as soluções. "As organizações devem buscar dentro do próprio quadro de funcionários aqueles que possuem maior aptidão para lidar com banco de dados ou infraestrutura. A partir daí, fazer um treinamento para que esses profissionais se atualizem e trabalhem com essa tecnologia", sugere.
 
De acordo com o professor, potenciais profissionais de Big Data podem ser, por exemplo, os que atuam hoje com Analytics, desenvolvedores de softwares, especialistas de Business Intelligence ou aqueles ligados a áreas de banco de dados.
 
Investimento
 
O CEO da BigData Corp também destaca como obstáculo o custo do investimento, já que dificilmente as soluções nesse sentido estarão entre as prioridades do empresário. Ainda assim, Rodrigues indica que a estrutura brasileira barateou a contratação de tecnologias, já que a computação em nuvem está mais difundida e os recursos necessários para Big Data estão mais tangíveis.
 
O coordenador da FIAP complementa que, para as empresas que não possuem a estrutura necessária internamente, a contratação dos serviços pode encarecer o investimento. "Se não tiver capacidade de armazenamento e processamento dentro de casa e precisar contratar de uma empresa externa, terá o problema grave de telecomunicação, que é muito falha, problemática e lenta. E aí passa a ser entrave, do ponto de vista técnico. Boa parte das empresas, principalmente de maior porte, busca montar a infraestrutura dentro de casa, já que não é algo complexo. É algo que dá para manipular, trabalhar e criar a cultura de desenvolver dentro da empresa, fazendo com que seus profissionais adquiram os conhecimentos necessários", analisa Poderoso.
 
Segurança e ética
 

No quesito segurança, o professor acredita que a cultura brasileira amplia a preocupação para uma esfera além da real. "É um entrave mais cultural do que técnico. As pessoas têm medo quando os dados ou as informações não estão sob total controle da empresa. E essa preocupação é falha porque a grande parte dos roubos de dados que têm acontece quando pessoas de dentro da própria empresa levam informações para fora", critica.
 
A professora da FIA, Alessandra Montini, compara o Big Data a outros sistemas. "Quando se fala de segurança, as pessoas geralmente ficam com medo de invasão nos dados em nuvem. Mas Big Data é muito mais do que nuvem. Haverá problemas de segurança em qualquer instância". A especialista indica que até mesmo sistemas internos e personalizados de segurança podem ter, por exemplo, ataques hackers. Ainda assim, ela acredita que as empresas estão preparadas para as soluções em torno do uso de dados armazenados em nuvem.
 
Celso Poderoso, da FIAP, chama a atenção para outro ponto em relação ao Big Data: ética. "É preciso saber até onde vai o direito de a empresa usar informações das redes sociais e de outros dispositivos dos usuários sem que violem a privacidade das pessoas para tomar decisões sobre os negócios. É preciso ter cuidado ao lidar com essas informações para não prejudicar a imagem dos usuários", alerta.

No Brasil, a demanda pela tecnologia tem seguido o ritmo do exterior, segundo apontam especialistas. (Arte/TUTU)

Fonte: Fecomércio-SP


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