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Desafio para a sustentabilidade está nos micro e pequenos negócios


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Há uma frase do escritor e humorista americano, Mark Twain, que diz: "todo mundo se queixa do tempo (chuvas, secas etc.), mas ninguém faz nada para resolver os problemas que ele causa". Com desenvolvimento sustentável, não é diferente: todos concordam que ele é desejável, mas poucos fazem algo para que ele efetivamente ocorra.

Em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, foi adotada a Agenda 21: um roteiro para a adoção de um grande número de ações e diretrizes voltadas à sustentabilidade, como o uso racional da água, a reciclagem de embalagens, um sistema de coleta seletiva e o destino ambientalmente correto de resíduos.

Essa agenda inspirou a adoção de leis ambientais mais severas que permitiram habilitar órgãos públicos, como a Cetesb, a atuar contra os maiores poluidores.

Ainda assim, as grandes corporações, sobretudo as multinacionais com filiais no Brasil, passaram a seguir as regras adotadas nos seus países de origem (Estados Unidos, Europa e Japão), o que também contribuiu para a construção de uma cultura mais consciente.

A maioria, hoje, possui uma área totalmente dedicada à sustentabilidade, com especialistas no setor, responsáveis por nortear os rumos empresariais na adoção de práticas sustentáveis.

Porém, o grande desafio reside nos micro e pequenos negócios – que hoje representam 99% dos estabelecimentos constituídos no país – e ainda nas médias empresas, muitas do comércio varejista, que não dispõem de um núcleo que tenha a expertise para conduzir o seu processo de crescimento sob os princípios da sustentabilidade e que atendam à legislação, em constante processo de mudanças.

Percebe-se uma corrida em busca de soluções. Daí a pergunta: como inserir, então, a sustentabilidade nos pequenos negócios, tornando-a um requisito essencial no "modus operandi" de uma cadeia produtiva ou nas operações do comércio?

Grandes corporações passaram a seguir as regras adotadas nos seus países de origem, o que contribuiu para a construção de uma cultura mais consciente José Goldemberg, professor emérito da Universidade de São Paulo, sobre a sustentabilidade empresarial 

Uma das alternativas é conhecer o que outras empresas e profissionais, ao redor do país e do mundo, têm feito para se aproximar cada vez mais de um modelo ideal de atuação. Iniciativas adotadas em regiões muito distantes das grandes metrópoles podem mudar a realidade de milhões de pessoas.

Implantar uma estação própria de tratamento de água e esgoto que reenvia água tratada para o reúso nas descargas dos banheiros e na irrigação de jardins proporcionou uma economia de 60% no volume de água utilizada em um centro comercial na cidade de Duque de Caxias.

Já no interior do Paraná, na cidade de Guarapuava, uma professora desenvolveu um composto gerado a partir de resíduos de materiais da construção civil e garrafas PET para a produção de novos materiais de construção, como móveis e revestimentos cerâmicos. Entre todas as vantagens geradas, uma delas – senão a principal – é a destinação inteligente do plástico, uma das grandes preocupações que afeta o meio ambiente.

Essas e muitas outras iniciativas devem ser observadas e tidas como referência e inspiração se pensarmos na gama de possibilidades que podem ser aplicadas tanto nas micro, como nas pequenas, médias e grandes empresas.

Desde a instalação de pisos frios para melhorar o sistema de climatização de um ambiente até a implantação de um sistema inteligente de reúso da água, o que faz a diferença é a inovação. É entender a sustentabilidade não como um instrumento de negócio, mas, sim, como parte dele.

José Goldemberg
Especial para o UOL

Fonte: Do UOL


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