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Fachada ativa em edifícios é oportunidade de negócio para comerciantes


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Comum nos anos 60, os prédios com saguão comercial devem voltar a ganhar força na cidade de São Paulo. O incentivo à prática vem do recém-sancionado Plano Diretor Estratégico (PDE), que prevê descontos para as construções que optarem por planejar os edifícios com a chamada fachada ativa, própria para a instalação de estabelecimentos comerciais. 

A ideia do plano é dinamizar o movimento urbano nos empreendimentos, desenhando um novo fluxo na cidade, além de impactar positivamente o setor de comércio e serviços, como destaca o consultor de projetos para comércio varejista do Sebrae, Rodrigo Carvalho. "Esta é uma grande oportunidade, principalmente para o comerciante de rua. A ideia cria corredores de passagem na parte térrea dos prédios. E, onde tem fluxo de pessoas, tem oportunidade de gerar negócios. Acredito que só tem vantagens para o comércio", analisa. 

O gerente de produtos e marketing do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP), Eduardo Sylvestre, especula ainda que, com a expansão do novo modelo de negócio, os preços de locação para estabelecimentos comerciais reduzam, considerando a maior oferta de espaços na cidade. "A oferta de locais gera uma diminuição no aluguel de vários estabelecimentos, enquanto a escassez gera o contrário", avalia.

Para o comerciante que tiver interesse em investir nesse modelo de negócio, Sylvestre orienta. "A análise deve ser igual à de qualquer outro comércio. É preciso verificar se o produto ou serviço é adequado à região, o público dos arredores, analisar o fluxo da rua e de estacionamentos. É difícil limitar o público aos moradores ou frequentadores daquele edifício", sugere.

Um exemplo de fachada ativa em São Paulo é o Condomínio Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista. O espaço, além de contar com 47 apartamentos residenciais, possui também um edifício comercial, com 485 estabelecimentos. Com a fachada ativa do prédio, o centro comercial do Conjunto Nacional contabiliza 66 empreendimentos, entre lojas, restaurantes, drogarias e outros, como exemplifica Carvalho. "O Conjunto Nacional está exatamente dentro dessa proposta. O espaço conta com fluxo não só de quem trabalha no prédio, mas de quem circula na região", indica.

O presidente do Conselho de Desenvolvimento Local da FecomercioSP, Jorge Duarte, concorda. “A ação traz mais espaços públicos para as pessoas e amplia a interação entre elas. E todo esse movimento dinamiza o comércio e promove o desenvolvimento do local”, assinala.

O consultor do Sebrae acredita também que a proposta vai beneficiar não só os comerciantes, mas também os consumidores. "Pra quem circula nesses espaços, gera mais conforto e segurança".

Fonte: Fecomércio-SP

Foto: A ideia do plano é dinamizar o movimento urbano nos empreendimentos, desenhando um novo fluxo na cidade, além de impactar positivamente o setor de comércio e serviços.
(Arte/Tutu)


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