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Visual bonito conta pontos para a loja


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Ambiente limpo, preço justo, produtos de qualidade, bom sortimento e atendimento cordial. O que parece ser a equação perfeita no varejo de gêneros alimentícios pode, sim, ficar ainda melhor. Uma loja com todos esses atributos e ainda um visual bonito por fora e atraente e funcional por dentro estimula a circulação dos consumidores e, consequentemente, obtém melhor desempenho em vendas.

Para superar a concorrência e encantar o público, vale investir em uma nova embalagem para as lojas, por meio de projetos de layoutização, que abrangem desde a comunicação visual até a redefinição dos ambientes, para aproveitar ao máximo o espaço físico, posicionar estrategicamente as áreas de serviços e promoções e, no final, tornar a ida ao supermercado cada vez mais prazerosa.

O layout de um supermercado é um dos aspectos que compõem a chamada experiência de compra, que é o conjunto das percepções que o indivíduo constrói ao interagir com uma operação varejista. Por isso, segundo especialistas, conhecer as necessidades dos consumidores é um dos passos para desenvolver um projeto de layoutização adequado, em que cada departamento tem um ponto de atenção. Isso aumenta a probabilidade de o cliente comprar mais, voltar mais vezes ao estabelecimento e indicá-lo à sua rede de relacionamentos.

“Aconselhamos que, antes mesmo de pensar no layout, os empresários respondam algumas questões, independentemente do segmento ou tamanho do estabelecimento”, afirma Marcos Morrone, sócio-diretor da Design Novarejo, empresa especializada no desenvolvimento de conceitos

de espaços comerciais com ênfase em design, layout e arquitetura de interiores.

Entre as perguntas essenciais, segundo ele, estão: Você tem um plano de negócios? Planejou cada etapa? Pesquisou a concorrência? Sabe seus pontos fracos e fortes? Que público irá frequentar sua loja? Qual o mix de produtos de seu supermercado? “Avançar no negócio sem ter a maioria dessas respostas é como construir uma casa sem fundação ou navegar no oceano sem bússola”, compara o especialista.

Exposição – Tecnicamente, layoutização de um supermercado é o processo de concepção da distribuição e acomodação dos expositores e equipamentos na área de vendas, visando oferecer ao público uma visualização eficiente dos produtos e uma experiência de compra agradável. 

“O ponto principal da concepção de um layout é a capacidade de nos colocarmos sob o ponto de vista do consumidor e entendermos seus anseios. Uma loja com boa circulação proporciona alcançar com conforto toda a área de vendas”, explica Mário Granato, arquiteto e sócio-diretor da Tecnovarejo, empresa de consultoria e obras especializada no segmento, com projetos em várias cidades do País e até no exterior. 

Para ele, a comunicação visual é preponderante para o layout ser bem aceito, já que sua função é orientar o consumidor pela loja, informando sobre os produtos, preços e promoções, assim como a utilização de expositores e displays eficientes e bem resolvidos. “É da correta combinação desses três elementos que nasce uma loja ‘vitoriosa’”, resume.

“O bom layout é o que faz com que o consumidor se sinta bem no espaço desde o momento em que entra, que permite que ele encontre o que precisa rapidamente e que o faz permanecer por mais tempo e consumir mais, independentemente do tamanho da loja”, destaca Morrone, da Design Novarejo.

Prova disso é a existência de estudos que mostram que uma ambientação bem feita na área de vendas é capaz de fazer o consumidor circular por 3 a 4 mil metros, sem perceber. A chave para conseguir isso é tirar a monotonia da exposição dos produtos, por meio da venda casada e da criação de pontos focais, na opinião de Iara Jatene, sócia da A6 Arquitetura + Design. “A linearidade em excesso tira a força de interesse pelo produto. Por isso, hoje é forte a tendência de layouts mais fluidos, para que o consumidor realmente se surpreenda ao fazer o percurso e se encante.” 

Vários fatores influem na efetividade de uma layoutização, como os itens que compõem o espaço físico da loja. Piso, forro, iluminação e acabamentos devem estar integrados e harmônicos, transmitindo o conceito definido no projeto. “O mobiliário, a arrumação e a forma de exposição do produto são fundamentais para proporcionar o ambiente de encantamento e diferenciação que vai conquistar o cliente”, afirma Iara.

De acordo com a especialista, não existem regras rígidas para o layout de uma loja. O projeto deve ser estratégico e ter flexibilidade justamente para que possa mudar a aparência e o fluxo, caso seja necessário. Um princípio importante, na opinião dela, é a quantidade de móveis: “Eles não devem ocupar mais que 40% da área de vendas”.

Outro critério básico para a boa circulação é a distância entre gôndolas. Para Granato, da Tecnovarejo, é importante ficar atento para que em todo o percurso sempre haja espaço para passagem de dois carrinhos. “Dessa forma, possibilitamos que mesmo com um cliente estacionado em determinado ponto escolhendo seus produtos, os demais possam circular normalmente.”

Estratégia – O layout do supermercado deve ser pensado por inteiro e embora não haja uma fórmula padronizada, a distribuição do espaço dentro da loja deve priorizar vários aspectos, segundo Granato, da Tecnovarejo, dando destaque para as áreas de exposição de perecíveis, as ilhas de promoções e a venda de itens sazonais (páscoa, festas juninas, Natal, etc). “É preciso ter cuidado para que a loja não tenha zonas ‘frias’, isto é, regiões que não atraiam clientes de alguma forma”, alerta.

“A layoutização cumpre a função de distribuir os departamentos, seções, produtos e serviços de forma homogênea na área de vendas. Isso faz com que as pessoas circulem naturalmente e evita os ‘pontos cegos’, onde há pouco acesso do público”, explica Morrone, da Design Novarejo.

Para isso acontecer, é preciso estudar o espaço, agrupando os produtos por departamento, sempre pensando na sequência de compra e na conveniência do consumidor. “Esta, aliás, tem de ser a diretriz de tudo o que se faz na loja. Quem resolver melhor essa equação terá mais sucesso em seu projeto”, reforça o especialista.

A iluminação é um fator decisivo na ambientação da loja. O uso correto atrai o consumidor, valoriza o produto, destaca determinadas áreas e facilita o percurso. “Com a iluminação buscamos criar uma atmosfera única, favorecendo as áreas de circulação e os pontos focais. Além disso, com as novas tecnologias disponíveis, como as lâmpadas de LED, os projetos podem ser ousados e ao mesmo tempo sustentáveis, com menor consumo de energia”, explica Iara, da A6 Arquitetura + Design.

Planejamento – Ao decidir mudar a “embalagem” de sua loja, o empresário deve se planejar financeiramente, pois as obras quase sempre mudam a rotina e eventualmente podem impactar as vendas. Um projeto completo demora aproximadamente um mês para ser executado, incluindo as etapas de discussão e aprovação com o cliente. “Normalmente, as adaptações podem ser feitas sem a necessidade de fechar o estabelecimento e sem causar prejuízos aos clientes, que costumam ficar curiosos sobre o resultado”, comenta Granato, da Tecnovarejo.

Um dos projetos de autoria da Tecnovarejo é a filial Emílio Ribas da rede Irmãos Lopes, em Guarulhos (SP), executado em outubro de 2012. Ao todo, foram 60 dias de reforma e o estabelecimento permaneceu aberto, período em que os clientes foram informados sobre o objetivo das obras. Para não interferir nas vendas, optou-se pela realização do trabalho fora do horário de funcionamento. Segundo o gerente de obras da rede Irmãos Lopes, Luciano Francisco da Silva, na reinauguração as mudanças ficaram evidentes a ponto de os clientes elogiarem.

Com o novo visual e o posicionamento correto das gôndolas, melhorou a exposição dos produtos e aumentaram as vendas por impulso. “Desde o início, o cliente deve ter uma visão de limpeza e organização na loja. Por isso, optamos por instalar o departamento de hortifruti logo na entrada. As cores das frutas, legumes e verduras deixam o local mais bonito e atraem os olhares”, diz Silva. Engana-se quem pensa que pode haver resistência do público às mudanças. “A adaptação não demora muito. Em pouco tempo, os clientes se acostumam, já sabem onde encontrar o que precisam”, completa o gerente.

Fonte: Sincovaga - SuperNotícias


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