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Comerciantes usam diferentes estratégias para feriado da Copa


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A abertura da Copa do Mundo no dia 12 de junho será marcada pela alta circulação de turistas e torcedores na cidade de São Paulo, que sediará o primeiro jogo do evento. Para evitar transtornos nos transportes públicos e nas vias da capital paulista, a prefeitura decretou feriado municipal, por meio da Lei 15.996.

A decisão havia excluído do tratamento de feriado atividades como comércio de rua, bares, restaurantes, centros comerciais e shopping centers, empresas de turismo, hotéis e jornais, que deveriam funcionar normalmente no dia 12. No entanto, a norma foi alterada em 6 de junho pela Lei 16.009, que passou a contar o dia em questão como feriado, também, para o comércio varejista. A medida onera o setor em cerca de R$ 151,9 milhões, desembolsados para arcar com os gastos adicionais no pagamento de remunerações em dia de feriado, de acordo com cálculos da FecomercioSP.

Com a nova alteração trazida pela Lei, não será feriado apenas para as atividades essenciais elencados pela Lei Geral de Greve, as quais sejam: os trabalhos de tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustível; asistência média e hospitalar, distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; funerários; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; processamento de dados ligados a serviços essenciais; controle de tráfego aéreo; e compensação bancária.

Na avaliação do consultor de projetos para comércio varejista do Sebrae, Rodrigo Palermo, é comum que eventos como esse impactem com pesos diferentes o setor em geral. Mas, para driblar as possíveis perdas nos dias de jogos, existem algumas estratégias básicas que o comerciante pode colocar em prática. "O empresário tem que trabalhar esse evento igual a todo tipo de sazonalidade do comércio em datas comemorativas: preparar o estabelecimento de acordo com o momento, com enfeites, fachada especial e promoções. Não pode ter a cabeça negativa", sugere. 

As empresas terão rotinas diferentes. A empresa de call center Facilita, por exemplo, estima um impacto financeiro de aproximadamente R$ 3 mil com o feriado do primeiro jogo da Copa do Mundo, como indica o diretor comercial Rubens Pellaes Junior. "Vai prejudicar um pouco porque iremos trabalhar com um menor contingente de pessoas, já que possuímos operações 24 horas", aponta. Para ele, o impacto seria menor se a empresa trabalhasse com o quadro habitual de funcionários, mas permitindo uma pausa para o jogo. “O ideal seria a liberação dos funcionários uma hora antes do jogo e, quando acabasse, teria uma hora para retornar, porque nossas operações não podem parar em momento algum", sugere.

Já bares e restaurantes aproveitam o período para oferecer serviços especiais, como pacotes para assistir aos jogos, aquecendo o movimento de clientes.

Este é o caso, por exemplo, da rede Bar Brahma, como explica a responsável pelos eventos da casa, Juliana Silva. "Nós já abrimos, habitualmente, em todos os feriados. Para junho teremos pacotes especiais em todos os dias de jogos da Copa do Mundo", afirma. 

Por outro lado, alguns estabelecimentos deverão ficar abertos, mas não esperam grande fluxo de clientes, a exemplo da loja de calçados Novo Israel e Maximus, que tem feito desde já promoções para tentar compensar o menor ritmo na Copa, como explica o gerente Rafael Franco. “Vai atrapalhar um pouco. Nós viremos trabalhar, mas vamos parar para assistir o jogo na loja mesmo e, em seguida, reabrir”. A loja, inclusive, já programou as atividades para o pós-jogo. “Quando reabrirmos, vamos fazer serviços administrativos e balanço”, indica o gerente. Segundo ele, a ideia é aproveitar o ritmo morno de vendas para cuidar da parte financeira da empresa.

A estratégia, no entanto, pode ser inviável, de acordo com o consultor do Sebrae. Isso porque, segundo Palermo, eventos como esse podem ser utilizados pra trabalhar o campo motivacional corporativo. “O comerciante pode capitalizar a favor da empresa. Vale aproveitar os jogos para fazer um trabalho motivacional com a equipe, como, por exemplo, uma festa interna. Vai deixar os funcionários mais contentes naquele momento. O resultado depois é muito melhor do que tentar fazer o pessoal trabalhar durante o jogo”, aconselha. Além disso, o consultor também sugere, por exemplo, disponibilizar uma televisão sintonizada no jogo nas lojas que estarão abertas, sem deixar de olhar no movimento.

Fonte: Fecomércio-SP




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